Hereditária estreia em São Paulo

Foto: Divulgação Espetáculo aborda acessibilidade integrando audiodescrição e LIBRAS à dramaturgia A partir de 4 de fevereiro o Espaço Cênico […]

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Espetáculo aborda acessibilidade integrando audiodescrição e LIBRAS à dramaturgia

A partir de 4 de fevereiro o Espaço Cênico do SESC Pompeia, em São Paulo, recebe a montagem “Hereditária”, trazendo uma abordagem inovadora sobre acessibilidade na qual a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e audiodescrição são integradas organicamente à dramaturgia com movimentações cênicas e expandindo fronteiras.

“Hereditária” chega à capital paulista após cumprir temporada de sucesso no Rio de Janeiro sendo indicado ao Prêmio Shell de Direção e Cenário. Criado a quatro mãos, pela multiartista carioca Moira Braga em parceria com Pedro Sá Moraes, também diretor da peça, acompanhamos uma série de acontecimentos da vida pessoal e ancestralidade de Moira, além de referências históricas, científicas, sociais e mitológicas.

O próprio nome da atriz e produtora é referência ao mito grego das Moiras, as três irmãs Cloto, Láquesis e Átropos, que tecem a vida, destino e morte de todos os seres: mortais ou deuses.

Diagnosticada aos seis anos de idade pela Stargardt, doença congênita que lhe causou a perda da visão, Moira Braga vem há mais de duas décadas construindo trajetória relevante na arte brasileira, sobretudo no campo da cultura DEF, produção artística de pessoas com deficiência (PCD), em metodologias, estéticas e formas de expressão próprias baseadas em vivências pessoais de corpo e mundo.

Diversas reflexões são levantadas durante pouco mais de uma hora: o quanto de nossas vidas é predeterminado e se temos poder de fazermos escolhas. “O espetáculo aborda temas sensíveis: doença, morte, perdas. Mas não é sobre isso. Penso que é sobretudo uma história de amor à Vida. É um convite a refletir sobre o que são nossas heranças e nossa hereditariedade: aquilo que nos chega pela ancestralidade, o que se perde pelo caminho e as heranças que escolhemos carregar. Heranças congênitas, sociais, culturais e simbólicas que atravessam corpos e histórias”, explica Moira Braga.

Em cena, além dela, estão as atrizes Luize Mendes Dias, também intérprete de LIBRAS e a multi-instrumentista Isadora Medella. Juntas, interpretam e interagem num cenário concebido como instalação visual e sonora do artista plástico e músico Ricardo Siri. Formado por objetos que produzem sons ao serem pisados, tocados, percutidos ou deslocados em cena convidam pessoas cegas ou com baixa visão a fazer visita guiada antes de cada sessão, podendo explorar os elementos cenográficos de forma tátil, ampliando a experiência sensorial.

E como a música é parte integrante desta experiência sonora/sensorial o diretor Pedro Sá Moraes, ao lado de Isadora Medella, compôs canções originais para a montagem, inspiradas no conceito do teatrocanção, ditando o ritmo da atuação e pulsação das cenas

“A canção é uma forma de expressão muito poderosa, porque chega no corpo e no afeto, antes da racionalidade. As formas musicais brasileiras, em especial, são parte da nossa herança compartilhada e por isso possibilitam uma experiência mais íntima das metáforas e das reflexões do espetáculo. De certo modo, essa musicalidade ajuda a criar a ponte que sai da história da Moira, e vira história de cada um”, conclui o diretor.

SERVIÇO

Espetáculo Hereditária

Temporada: de 4 a 27 de fevereiro de 2026.

Dias e horários: quarta a sexta-feira, às 19h30; quinta-feira também com sessão vespertina, às 16h.

Duração: 60 minutos.

Classificação indicativa: 12 anos.

O espetáculo conta com tradução em Língua Brasileira de Sinais e audiodescrição em cena aberta, além de visita guiada ao cenário para pessoas cegas e com baixa visão.

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia entrada) e R$ 15 (credencial plena).

Disponível para compra online a partir de 27/01 e nas bilheterias no dia 28/01

 Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93

Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o sescsp.org.br/pompeia

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Nelson de Souza Lima

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