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Tem companhia apagando velinhas. O Coletivo Ópera Urbe, que tem no teatro um ponto de encontro, reflexão e experiência estética, completa dez anos de atividades. Para celebrar o momento nada melhor que o palco e um novo espetáculo. “Cardíaco Cardinal – Um Poema Cênico” cumpre curta temporada, com entrada franca, no Centro Cultural São Paulo, região central da capital, a partir de 16 de setembro.
A montagem traz direção de Marcos Damigo com dramaturgia, canções e direção musical de Carlos Zimbher, combinando teatro, música ao vivo, dança e projeções visuais numa história que acompanha uma pessoa desde o nascimento até a vida adulta.
“Cardíaco Cardinal – Um Poema Cênico” foi construído entre memórias, descobertas, desejos, perdas e experiências com a arte e, de forma ficcional, encenando quadros musicais e poéticos acompanha a trajetória de um indivíduo desde o nascimento, passando pela infância, descoberta da sexualidade, perdas da vida adulta e o difícil processo de amadurecimento. Mais que teatro, é convite ao público a percorrer uma paisagem afetiva onde memória, sonho, desejo e identidade se entrelaçam.
Reunindo atores e atrizes de diferentes gerações e trajetórias o elenco é formado por Kaique Theodoro, Legina Leandro, Madá Rocco, Tricka Carvalho e Warner Borges, com música ao vivo executada por Juma Passa, Vênus Garland e Carlos Zimbher. Essa junção de diferentes indentidades vai de encontro ao que o Coletivo Ópera Urbe propõe: diversidade como força criativa e elemento estruturante da cena.
De acordo com Marcos Damigo, a ideia é criar uma experiência sensorial em que cenário, figurino, imagens e movimento ampliem aquilo que nasce da dramaturgia.
“A encenação parte da natureza poética e subjetiva do texto e busca expandir esse universo pelo corpo, pela música e pelas visualidades. As projeções dialogam com referências da cultura brasileira dos anos 1960 e 1970, especialmente a contracultura, as artes visuais, Secos & Molhados e a poesia concreta. A ideia é brincar também com a palavra projetada, explorando como sua forma pode interferir no sentido, ao mesmo tempo em que imagens e depoimentos ajudam a construir esse universo e a criar um espelho para as experiências do público”, atesta o diretor.
A música ocupa lugar central na peça com canções dialogando diferentes momentos da trajetória do personagem. Originalmente composta para o espetáculo, a trilha se integra à dramaturgia e à encenação, reunindo bateria, guitarra, baixo, viola caipira, teclado, elementos eletrônicos e vozes. Ao longo de 60 minutos são intepretadas, entre outras, “Todos os Sexos”, “Faíscas Afáveis”, “Arrazoado”, “Pulsar”, “A Mulher dos Meus Sonhos”, “Recalque”, “Achados e Perdidos”, “Flanando” e “Desatar”.
“Tenho chamado essa escrita de canção dramatúrgica. A música e o texto se misturam, vão juntos e um contamina o outro. Às vezes, a música vem primeiro e, a partir dela, nasce o texto; em outras situações, acontece o contrário. As composições atravessam temas como a descoberta dos sexos e das identidades, o encontro com a arte, o desejo, as experiências e relações, a repressão, as perdas e a tentativa de viver sem amarras”, conclui Carlos Zimbher.
“Cardíaco Cardinal – Um Poema Épico” fica em cartaz no Centro Cultural São Paulo somente até 27 de setembro, com sessões de quarta-feira a domingo. Confira abaixo.
SERVIÇO
Centro Cultural São Paulo – CCSP – Espaço cênico Ademar Guerra – Porão
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – Sõa Paulo – SP
De 16 a 27 de setembro – De quarta a sábado, às 19h30 (Sábados sessão extra também às 17h30) e domingo, às 18h30.
Capacidade: 100 lugares.
Duração: 60 minutos.
Classe indicativa: Livre. Ingresso:
Grátis (Sujeito à lotação. Distribuição por ordem de chegada)








