Foto: Câmara dos Deputados
Em discurso na tribuna, Gustavo Gayer (PL-GO) desafiou deputados do PT a classificarem o Hamas como grupo terrorista; Kiko Celeguim (PT-SP) rebateu
A Guerra no Oriente Médio gerou um novo embate entre deputados na Câmara nesta terça-feira: Gustavo Gayer (PL-GO) e Kiko Celeguim (PT-SP) bateram boca e foram separados por agentes da Polícia Legislativa. O impasse começou quando o bolsonarista subiu na tribuna e, em discurso, desafiou os parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) a classificarem o Hamas, responsável pelos ataques iniciais do conflito, como grupo terrorista.
— Para os senhores, terroristas é uma senhorinha subir aqui e rezar o “Pai Nosso”. Quebrar uma janela é terrorismo. Estuprar mulheres não, matar crianças, não. Vocês não têm nem coragem de me olhar nos olhos agora, né? Subam e falem que Hamas é um grupo terrorista. Façam isso, o Brasil “tá” pedindo — disse Gayer, em referência aos posicionamentos do PT, que seguem a classificação das Nações Unidas e não enquadram o Hamas enquanto grupo terrorista.
A fala não agradou o petista Kiko Celeguim (SP), que se dirigiu ao microfone:
— Questão de ordem, eu não posso ficar ouvindo o deputado (…) — neste momento, Celeguim foi interrompido por gritos dos presentes “ele não foi citado, presidente”, repetiam os aliados de Gayer.
Neste contexto, os parlamentares se aproximaram e começaram a trocar ofensas.
— Para o deputado chamar de facção criminosa tem que lavar a boca. Vagabundos — disse o petista, diretamente a Gayer.
O clima no plenário foi tomado pela confusão. Pompeo de Mattos (PDT-RS), que presidia a sessão, interviu e pediu respeito: “Essa guerra não nos pertence”, disse em apelo. Policiais Legislativos também foram acionados para apartar a briga.
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Esta não é a primeira vez que o conflito entre Israel e Hammas gera confusão na Câmara dos Deputados. Na semana passada, Lindbergh Farias (PT-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) travaram impasse pelo mesmo tema.
Após ser interrompido por Zambelli, Lindbergh a chamou de “terrorista” por andar armada, em referência ao episódio ocorrido na véspera da eleição de 2022.
—Eu “tô” vendo aqui uma deputada, que está aqui me interrompendo, andando com revolver em punho, perseguindo uma pessoa nas vésperas da eleição. Isso é terrorismo, querida! Explodir bomba é terrorismo. A senhora é uma terrorista — disse Lindbergh na tribuna.
— O senhor me chamou de terrorista e vai responder por isso. Você não é homem de dizer isso, não — rebatia Zambelli. Após o ocorrido, o PL entrou com uma representação contra o petista no Conselho de Ética.
Fonte: O Globo/Câmara dos Deputados
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