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Espetáculo multissensorial une música barroca, mitologia grega e artes cênicas
“As Liras de Orfeu e as Musas” é dica imperdível para este domingo (1°/02). Mais que um concerto, convida o público a experienciar a junção de música, poesia, palavra e movimento se entrelaçando sob o sopro do mito. A apresentação única acontece no Teatro J. Safra, zona oeste de São Paulo, sendo resultado da mente inquieta do instrumentista, pesquisador e professor Alexandre Ribeiro.
Considerado um dos maiores teorbistas do Brasil, Ribeiro criou um espetáculo que une a Grécia Antiga ao período Barroco, tendo a teorba, instrumento com braço estendido e cordas graves adicionais, como protagonista. Muito popular nos séculos XVII e XVIII, a teorba surgiu na Itália e, ladeado pelo arquialaúde e da guitarra barroca, se tornou o principal instrumento do período.
Para tornar a experiência ainda mais marcante o diretor cênico João Pedro Ribeiro e o figurinista Cristian Lourenço criaram um cenário inspirado nas pinturas de Caravaggio (1571-1610) um dos mais notáveis pintores italianos do início do Barroco. No palco uma mesa barroca, com frutas, água e vinho, numa metáfora à comunhão entre as musas e Orfeu, com luz dourada e sombras intensas criam a atmosfera íntima e contemplativa.
Está pronto o cenário, para que durante pouco mais de uma hora, Orfeu (Alexandre Ribeiro) conduza o público por um rito artístico, invocando as Musas em suas formas humanas. De teorba em punho o anfitrião Orfeu apresenta os personagens em que cada Musa cria narrativa fluida, transcendendo o formato tradicional de concerto. Calíope, musa da eloquência e da poesia épica, vivida pela mezzo-soprano Ivy Szot, declama poesia e canta. Na sequência se apresenta, Terpsícone, musa da dança e do movimento, papel de Clara Couto, bailarina especializada em dança barroca.
Bruno Inácio, alaudista, compositor e pesquisador formado pela Unesp, dá vida a Anfião, mestre-construtor do arquialaúde. Por sua vez, Erato, musa do canto lírico e da poesia amorosa é interpretada por Aymée Wentz. Por fim, a pesquisadora e guitarrista barroca Dagma Eid dá vida a Urânia, musa do cosmos e da invenção.
No programa estão obras raras de compositoras pioneiras do período barroco, entre elas, as italianas Francesca Caccini (1587-1640), primeira mulher a compor óperas e Barbara Strozzi (1619-1677), uma das mais prolíficas compositoras do século XVII. Também serão interpretadas peças de Kapsberger (1580-1651), Piccinini (1566-1638), Viseé (1652-1725) e Johann Sebastian Bach (1571-1610).
Todas são executadas com técnicas de dedilhado do período barroco, se traduzindo numa experiência sonora, norteada pela emoção provando que “As Liras de Orfeu e as Musas” tornam a arte atemporal atravessando os séculos. Obrigatório.
SERVIÇO
As Liras de Orfeu e as Musas
Concerto Cênico: Cordas Dedilhadas, Poesia, Canto e Dança
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre
Gênero: musical
Dia 1º de fevereiro, domingo, às 18h.
Ingressos: entre R$ 20 e R$ 90
Compras online: https://www.eventim.com.br
Bilheteria
Quartas e quintas – 14 às 21h
Sextas, Sábados e Domingos – 14h até o horário dos espetáculos
Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques.
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042
Teatro J. Safra | 627 lugares
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo – SP
Telefone: (11) 3611 3042 e 3611 2561
Abertura da casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro.
Acessibilidade para deficiente físico
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) – R$ 30,00







