Brasil em alta no Globo de Ouro: Wagner Moura faz história e “O Agente Secreto” leva 2 troféus em 2026

lobo de Ouro 2026 consagra o Brasil: “O Agente Secreto” vence duas categorias e Wagner Moura entra para a história. Veja comparativos, destaques e o contexto de outras conquistas brasileiras

Longa de Kleber Mendonça Filho vence como filme em língua não inglesa e garante a Moura o prêmio de melhor ator em drama; nos EUA, “Uma Batalha Após a Outra” domina a noite com quatro vitórias

Uma noite em que o Brasil não foi coadjuvante

O Globo de Ouro 2026 colocou o cinema brasileiro no centro do palco. “O Agente Secreto” saiu da cerimônia com dois prêmios de peso: melhor filme em língua não inglesa e melhor ator de filme de drama, para Wagner Moura. Em uma premiação que costuma distribuir holofotes entre grandes estúdios e campanhas milionárias, o resultado foi um lembrete forte de que impacto artístico e identidade cultural também vencem corrida de premiações.

O feito de Wagner Moura: por que é histórico?

A vitória de Wagner Moura tem um sabor especial por dois motivos:

  • Quebra de barreira: ele se tornou o primeiro brasileiro a vencer como melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro.
  • Efeito “temporada”: o prêmio chega em um momento em que o Globo de Ouro voltou a ser tratado como termômetro para o Oscar — ou seja, não é só troféu: é também vitrine.

No filme, Moura interpreta um personagem perseguido politicamente em um Brasil marcado pela ditadura militar — um tipo de papel que costuma render reconhecimento quando combina densidade dramática, crítica social e presença de cena. O resultado: uma atuação que “carrega” o filme sem engolir a história, algo raro e muito valorizado nas principais categorias.

“O Agente Secreto” e o comparativo com os grandes vencedores americanos

Mesmo com a festa brasileira, o Globo de Ouro 2026 manteve a tradição de consagrar um “campeão” da noite no eixo Hollywood. Esse posto ficou com “Uma Batalha Após a Outra”, que levou quatro prêmios — incluindo melhor filme (comédia ou musical), além de vitórias importantes ligadas ao “cérebro” da produção (direção e roteiro) e uma categoria de atuação coadjuvante.

O contraste ajuda a entender o peso do que o Brasil conquistou:

  • Produções americanas frequentemente dominam pelo volume de categorias e força de campanha.
  • Já um filme em língua não inglesa, para “furar” esse bloqueio e ainda trazer um prêmio de atuação principal, precisa de consenso crítico e repercussão real.

Brasil no Globo de Ouro: uma linha do tempo que explica o momento atual

O Globo de Ouro não é novidade para o Brasil — mas 2026 amplia essa história com um “salto” de protagonismo.

  • 1999: “Central do Brasil” abriu caminho ao vencer a categoria de filme em língua não inglesa e ainda colocou Fernanda Montenegro entre as indicadas de drama.
  • Anos seguintes: o Brasil apareceu mais vezes como presença respeitada (com indicações e homenagens), mas com vitórias pontuais.
  • 2025–2026: vem o que muita gente já chama de “fase dourada” recente: Fernanda Torres vence como melhor atriz de drama (2025) e, no ano seguinte, Wagner Moura vence como melhor ator de drama, enquanto um filme brasileiro volta a triunfar na categoria internacional.

Em termos de comparação, é como se o Brasil tivesse passado de “uma grande aparição histórica por geração” para uma presença recorrente e competitiva em categorias centrais.

O que isso pode significar daqui pra frente

Premiações não são apenas troféus: elas mudam a vida dos filmes. Quando um longa brasileiro vence duas categorias e ainda ganha um prêmio de atuação principal, ele tende a:

  • alcançar mais salas, mais plataformas e mais público internacional;
  • fortalecer a posição do diretor e do elenco em projetos globais;
  • e, principalmente, aumentar a chance de o cinema brasileiro ser visto como indústria, não só como “exceção artística”.

Se 1999 foi o “Brasil entrou no mapa”, 2026 parece dizer: “o Brasil voltou — e voltou para ficar.”

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Valentina de Lucca

Valentina de Lucca

Sou uma jornalista guiada pela sensibilidade, pela curiosidade e pelo desejo profundo de compreender o mundo em todas as suas camadas. Busco construir uma trajetória que marcada pela precisão da informação, pelo olhar humano e pela capacidade de transformar histórias reais em narrativas que inspiram, acolhem e despertam reflexão.

Apaixonada por comportamento, ciência, natureza e pelas relações que conectam pessoas, animais e ambientes, encontro sentido tanto nos avanços da tecnologia quanto na simplicidade da vida cotidiana.

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