A passagem de uma frente fria mantém parte do estado de São Paulo sob atenção nesta sexta-feira, 7 de agosto, e no sábado, 8. A Defesa Civil prevê rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h, acompanhadas de chuva moderada em diferentes pontos.
Na quinta-feira, 6, o órgão disparou 24 alertas severos diretamente para celulares de moradores de áreas onde as condições meteorológicas apresentavam maior risco. Até a manhã desta sexta, haviam sido registradas ocorrências pontuais de quedas de árvores e muros, sem feridos, desalojados ou desabrigados.
Quais regiões receberam os alertas severos
Os avisos foram direcionados principalmente a municípios do interior, sul paulista e litoral.
Entre as localidades citadas pela Defesa Civil estão:
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- Taciba;
- Ipaussu;
- Piraju;
- Assis e Palmital;
- Maracaí;
- Itaí e Paranapanema;
- Taguaí e Taquarituba;
- Santa Cruz do Rio Pardo;
- Bernardino de Campos e Cerqueira César;
- Itaberá;
- Avaré;
- Itapeva;
- Angatuba;
- Itatinga;
- São Miguel Arcanjo;
- Itapetininga;
- Guapiara e Capão Bonito;
- Ribeirão Branco;
- Guareí;
- Ribeirão Grande e Eldorado;
- Sarapuí e Pilar do Sul;
- Piedade e Ibiúna;
- Litoral Sul e Baixada Santista.
A relação é importante porque Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar e Jundiaí não aparecem entre as áreas que receberam esses 24 disparos específicos divulgados pelo Governo do Estado.
Isso não elimina a necessidade de acompanhar mudanças no tempo. Alertas podem ser enviados de acordo com a evolução das condições meteorológicas em cada área.
Vento forte pode causar problemas mesmo com pouca chuva
O Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil prevê que as rajadas ganhem intensidade entre esta sexta e sábado.
O principal risco não depende apenas do volume de chuva. Ventos muito fortes podem provocar:
- queda de árvores e galhos;
- destelhamentos;
- queda de placas e outdoors;
- interrupções no fornecimento de energia;
- danos em estruturas;
- transtornos no trânsito;
- alterações em operações aeroportuárias.
A chuva também pode favorecer alagamentos, enxurradas, transbordamento de córregos e deslizamentos em áreas vulneráveis.
Os cuidados se tornam especialmente importantes perto de árvores antigas, postes, muros, estruturas metálicas e objetos soltos em quintais, sacadas ou fachadas.
O que fazer durante rajadas fortes
A orientação da Defesa Civil é evitar permanecer próximo a árvores, fios, postes, toldos e placas enquanto o vento estiver intenso.
Quem estiver dirigindo deve reduzir a velocidade e aumentar a distância em relação aos demais veículos, principalmente em locais com árvores próximas à pista.
Objetos que possam ser carregados pelo vento devem ser retirados de varandas, quintais e áreas externas.
Moradores de locais com histórico de escorregamentos também devem prestar atenção a rachaduras, movimentação de terra, inclinação de árvores ou alterações em muros.
A região já enfrentou outros períodos de instabilidade que exigiram cuidados redobrados durante episódios de frio e chuva, principalmente entre crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.
Litoral exige cuidados extras
A Defesa Civil faz recomendações específicas para quem está no litoral paulista durante a passagem da frente fria.
A combinação entre vento e mar agitado pode tornar áreas costeiras mais perigosas. A orientação é evitar locais abertos, não entrar no mar e não utilizar transporte marítimo enquanto permanecerem as condições adversas.
Governo mantém Gabinete de Crise até sábado

O Governo de São Paulo mantém o Gabinete de Crise mobilizado desde quinta-feira.
Participam da estrutura representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, polícias, concessionárias de energia elétrica, órgãos reguladores e outras instituições estaduais.
O objetivo é acompanhar a evolução da frente fria e acelerar a resposta em caso de quedas de energia, bloqueios, danos estruturais ou outras ocorrências.
Quem quiser receber alertas meteorológicos gratuitos por SMS pode enviar o CEP da região para 40199.
Em situações de emergência, os números informados pelo Governo do Estado são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.
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