Um crime de extrema gravidade ocorrido em Indaiatuba, no interior de São Paulo, expôs mais uma vez a face mais dolorosa da violência dentro do próprio núcleo familiar.
Uma mulher de 32 anos foi presa acusada de planejar e encomendar a morte da própria mãe, de 51 anos, em um caso que chocou moradores da cidade e mobilizou forças de segurança logo após a virada do ano.
A ocorrência foi registrada na noite do dia 31 de dezembro, em uma residência localizada no Jardim Paraíso, em Indaiatuba. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), a vítima, identificada como Marli, foi atraída até um cômodo da casa sob o pretexto de verificar um quarto que estaria disponível para locação.
No local, a mulher foi brutalmente atacada com golpes de faca desferidos por um homem de 42 anos, conhecido pelo apelido de “Barão”. O agressor atingiu regiões vitais como rosto, pescoço e abdômen, totalizando diversas facadas.
Marli só não foi morta porque gritou por socorro e um de seus filhos, que estava na residência, ouviu os pedidos de ajuda e conseguiu intervir, fazendo com que o agressor fugisse.
Horas depois, o suspeito foi localizado pela GCM em um bar no Jardim Oliveira Camargo. Detido, ele confessou o ataque e revelou que teria cometido o crime a mando da filha da vítima, Karina Suzan Rodrigues de Aguiar, com quem mantinha um relacionamento.
A reviravolta no caso ocorreu na manhã seguinte, quando agentes da Guarda Municipal prenderam Karina no momento em que ela tentava entrar no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC), onde a mãe permanecia internada em estado grave. A prisão aconteceu logo após a identificação da suspeita na recepção da unidade hospitalar.
De acordo com a Polícia Civil, mãe e filha já possuíam um histórico de conflitos graves. Marli tinha uma medida protetiva em vigor contra Karina desde 2024, após ameaças de morte e episódios anteriores de agressão.
As investigações apontam que a motivação do crime estaria ligada a disputas familiares envolvendo a guarda da neta da vítima.
O caso, inicialmente registrado como tentativa de homicídio, passou a ser tratado com agravantes, incluindo crime encomendado e motivação fútil, em razão do vínculo familiar entre autora intelectual e vítima.
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Tanto Karina quanto o executor permanecem presos e à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue em andamento para posterior encaminhamento ao Ministério Público.
A brutalidade do episódio em Indaiatuba reforça um alerta preocupante sobre a escalada da violência praticada por filhos contra os próprios pais.
Situações semelhantes vêm sendo registradas em diferentes cidades do estado. Recentemente, um caso similar aconteceu no bairro Eldorado, em São José do Rio Preto, onde um homem de 31 anos foi preso após a mãe, de 59 anos, acionar o aplicativo Botão Mulher Segura ao ter sua casa invadida pelo próprio filho, que descumpriu uma medida protetiva judicial.
Os dois casos, embora distintos na dinâmica, evidenciam o mesmo pano de fundo: relações familiares marcadas por conflitos extremos, histórico de violência e a necessidade de respostas rápidas do poder público para evitar desfechos ainda mais trágicos.
Fonte: R7
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