Em 2026, o 7 de Setembro cai numa segunda-feira. A data celebra a Independência do Brasil e é feriado nacional, podendo garantir três dias consecutivos de descanso para quem normalmente já folga aos sábados e domingos.
Mas por que justamente 7 de setembro?
A resposta está em uma viagem realizada há 204 anos, em mensagens enviadas às pressas e em uma decisão política que acabaria transformada em uma das cenas mais conhecidas da história brasileira.
7 de Setembro é feriado nacional: quem pode ter folga?
Em 2026, o feriado nacional será celebrado na segunda-feira, 7 de setembro.
Para quem já não trabalha aos sábados e domingos, o calendário poderá formar uma sequência de três dias:
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- sábado, 5 de setembro;
- domingo, 6 de setembro;
- segunda-feira, 7 de setembro.
Isso não significa que todo o país pare. Serviços essenciais e determinadas atividades comerciais podem funcionar durante o feriado.
Em algumas cidades, há ainda feriados municipais na terça-feira, dia 8, o que pode prolongar o descanso para parte dos trabalhadores. Em alguns locais, o feriado de 7 de Setembro pode virar até quatro dias seguidos de folga, dependendo do calendário municipal.
O que aconteceu em 7 de setembro de 1822?
A cena mais conhecida mostra Dom Pedro montado às margens do Ipiranga, erguendo a espada e proclamando “Independência ou Morte”.
O processo foi bem mais complexo.
Naquele período, Portugal tentava recuperar parte do controle político perdido sobre o Brasil após a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808.
Dom Pedro estava em São Paulo quando recebeu mensagens que ajudariam a acelerar o rompimento.
Foi durante essa viagem que mensagens de Maria Leopoldina e José Bonifácio chegaram à comitiva de Dom Pedro, levando notícias sobre novas determinações das Cortes portuguesas.
Cinco dias antes, em 2 de setembro, Leopoldina havia participado de uma reunião extraordinária do Conselho de Estado durante a ausência de Dom Pedro.
A orientação era pelo rompimento com Portugal.
O encontro às margens do Ipiranga
No retorno de Santos para São Paulo, Dom Pedro recebeu os documentos e decidiu romper politicamente com Portugal.
Foi próximo ao riacho do Ipiranga que ocorreu o episódio posteriormente transformado no principal símbolo da Independência brasileira.
A imagem que conhecemos hoje, porém, não é um registro feito naquele momento.
A pintura “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, foi concluída em 1888, mais de seis décadas depois dos acontecimentos de 1822.
A obra ajudou a consolidar no imaginário nacional a representação de Dom Pedro diante de soldados às margens do Ipiranga.
Leopoldina também teve papel decisivo
A participação de Maria Leopoldina ajuda a desmontar uma simplificação comum da história.
A Independência não nasceu apenas de uma decisão repentina tomada por Dom Pedro diante do riacho.
Antes do 7 de setembro, já havia intensa articulação política no Rio de Janeiro, participação de integrantes do governo e pressão diante das decisões tomadas pelas Cortes portuguesas.
Leopoldina, José Bonifácio e outros personagens tiveram papel importante nesse processo.
A Independência não terminou no dia 7
O grito do Ipiranga também não significou que todo o território brasileiro passou imediatamente a reconhecer a separação de Portugal.
Conflitos continuaram em diferentes regiões, e a consolidação da Independência avançou pelos meses seguintes.
No Maranhão, por exemplo, a adesão oficial ao Império do Brasil ocorreu apenas em julho de 1823.
Dom Pedro seria aclamado imperador em outubro de 1822 e coroado em dezembro daquele ano.
Por isso, a Independência é compreendida como um processo político e militar, e não apenas como um único episódio ocorrido em São Paulo.
Por que celebramos o 7 de Setembro?
Porque o episódio ocorrido às margens do Ipiranga se transformou no grande marco simbólico da separação política entre Brasil e Portugal.
Mais de dois séculos depois, o 7 de Setembro permanece entre os principais feriados nacionais e é marcado por cerimônias cívicas, desfiles e eventos públicos em diferentes cidades.
O grito do Ipiranga virou o símbolo mais conhecido.
Mas a Independência brasileira foi construída antes e depois daquele momento, por meio de decisões políticas, negociações, conflitos e personagens que ajudam a explicar por que o dia 7 de setembro de 1822 ficou marcado na história do país.
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