Sarampo chega a 32 casos em São Paulo; veja quem precisa conferir a vacinação

Estado registra novas confirmações da doença, mantém três cadeias de transmissão ativas e reforça a importância de verificar a caderneta, especialmente entre crianças, adultos com esquema incompleto e trabalhadores da saúde

O estado de São Paulo chegou a 32 casos confirmados de sarampo em 2026, após a identificação de mais duas infecções na capital. O dado aumenta a atenção das autoridades de saúde sobre uma doença altamente transmissível e que pode causar complicações graves, principalmente em crianças pequenas e pessoas mais vulneráveis.

Dos 32 casos registrados até agora, 29 ocorreram na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Ao longo do ano, quatro cadeias de transmissão foram identificadas e três permanecem ativas, segundo o balanço divulgado pela Secretaria de Saúde.

Para moradores de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar, Mairiporã, Perus, Pirituba e outras cidades da Grande São Paulo, a orientação mais importante é simples: conferir a situação vacinal e procurar uma unidade de saúde caso existam dúvidas sobre doses em atraso.

Novos casos incluem bebê de 6 meses e homem de 28 anos

As duas confirmações mais recentes ocorreram na capital paulista.

Uma delas envolve uma menina de seis meses, que tinha esquema vacinal incompleto. O outro caso é de um homem de 28 anos que já havia recebido vacina contra a doença.

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A ocorrência de infecções em pessoas com perfis diferentes ajuda a explicar por que a vigilância epidemiológica continua acompanhando as cadeias de transmissão.

O sarampo pode circular rapidamente porque é transmitido por secreções respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Ambientes fechados e com grande circulação de pessoas favorecem a exposição.

A vacinação segue como a principal forma de prevenção.

Quem deve conferir a carteira de vacinação

Carteira de vacinação aberta aparece sobre mesa de atendimento ao lado de seringa e frascos de vacina.
Conferir a carteira de vacinação e procurar a UBS em caso de dúvida ajuda a manter a proteção contra o sarampo em dia

O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 prevê imunização contra o sarampo para pessoas entre 12 meses e 59 anos, conforme a idade e o histórico de doses.

De maneira geral, a orientação é:

  • crianças recebem a primeira dose aos 12 meses;
  • a segunda dose é indicada aos 15 meses;
  • pessoas de até 29 anos devem comprovar duas doses;
  • pessoas entre 30 e 59 anos devem comprovar ao menos uma dose;
  • trabalhadores da saúde precisam de duas doses, independentemente da idade, conforme avaliação da situação vacinal.

Quem perdeu a caderneta ou não sabe quais vacinas recebeu deve procurar uma UBS. A ausência do cartão não impede a avaliação da situação vacinal.

Esse cuidado já vinha sendo reforçado na região, onde a atualização da vacinação nas UBSs continua sendo uma das principais medidas de prevenção contra doenças que podem voltar a circular.

Dose zero exige atenção especial em bebês

Em situações de maior circulação do vírus, autoridades de saúde podem recomendar uma estratégia adicional conhecida como dose zero.

Ela é destinada a crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias e não substitui as doses previstas no calendário de rotina.

Em 2026, o Ministério da Saúde adotou essa estratégia em municípios com maior risco, entre eles São Paulo e Guarulhos. A medida depende da situação epidemiológica de cada localidade e da orientação dos gestores de saúde.

Isso significa que moradores de outros municípios não devem levar o bebê para uma vacinação fora do calendário apenas por iniciativa própria. A orientação correta é consultar a UBS do município e verificar qual recomendação está em vigor.

Campanha terminou, mas vacina continua disponível

A campanha intensificada de multivacinação realizada na capital entre agosto e o início de setembro terminou, mas a vacina contra o sarampo continua disponível nas unidades de saúde conforme o calendário vacinal.

Somente na capital, mais de 2,1 milhões de doses contra o sarampo foram aplicadas durante a mobilização.

A quantidade elevada mostra o tamanho da operação necessária para aumentar a proteção da população diante da circulação recente do vírus.

Quem não participou da campanha ainda pode procurar atendimento.

Quais sintomas exigem atenção

O sarampo costuma começar com sintomas que podem ser confundidos com outras infecções respiratórias.

Os principais sinais incluem:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas pelo corpo;
  • tosse seca;
  • coriza;
  • irritação nos olhos;
  • pequenos pontos brancos dentro da boca.

As manchas geralmente começam na região da cabeça e avançam pelo corpo. A persistência da febre após o aparecimento dessas manchas é considerada um sinal que merece atenção, principalmente em crianças menores de cinco anos.

Diante desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento de saúde e informar a suspeita antes de permanecer em ambientes com outras pessoas.

Sarampo pode causar complicações graves

Apesar de algumas pessoas associarem o sarampo apenas às manchas vermelhas, a doença pode provocar complicações importantes.

Entre elas estão pneumonia, infecções de ouvido e encefalite, uma inflamação do cérebro que pode deixar sequelas.

Crianças pequenas e pessoas com condições que comprometem a imunidade exigem atenção especial.

A vacinação reduz fortemente o risco de adoecimento e complicações.

Grande São Paulo exige vigilância constante

Até agora, os casos confirmados estão concentrados principalmente na capital, em São Bernardo do Campo e em Guarulhos.

Isso não significa que moradores das demais cidades metropolitanas devam ignorar a situação.

A circulação diária entre municípios é intensa. Trabalhadores, estudantes e passageiros atravessam diariamente estações, terminais, ônibus e centros comerciais, aumentando o contato entre pessoas de diferentes regiões.

Para moradores de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar e Mairiporã, a medida mais simples continua sendo conferir a carteira de vacinação antes que uma nova campanha emergencial seja necessária.

O que fazer agora

Quem quiser verificar a proteção contra o sarampo pode procurar a UBS mais próxima e levar, se tiver, a carteira de vacinação.

O profissional de saúde poderá conferir o histórico e indicar se há necessidade de completar o esquema.

Também é importante buscar atendimento quando houver febre associada a manchas vermelhas, tosse, coriza ou irritação nos olhos, principalmente se houve contato com pessoa doente ou passagem recente por locais com circulação conhecida do vírus.

Com 32 casos confirmados e três cadeias de transmissão ainda ativas, a atualização da vacinação continua sendo a principal medida disponível para impedir que o sarampo encontre novos grupos suscetíveis em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

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