Dia Nacional da Diálise chama atenção para doença renal silenciosa; veja quem deve se cuidar

Data lembrada nesta quinta-feira, 27 de agosto, reforça o alerta para a doença renal crônica, que pode avançar sem sintomas e tem hipertensão e diabetes entre os principais fatores de risco

O Dia Nacional da Diálise é lembrado nesta quinta-feira, 27 de agosto, e traz um alerta importante para uma condição que muitas vezes evolui sem chamar atenção: a doença renal crônica. A data foi instituída pela Lei nº 14.650, de 2023, que prevê ações de conscientização sobre doenças renais, prevenção do agravamento, fatores de risco, comorbidades e diálise.

O tema merece atenção porque nem sempre o problema aparece com sinais claros nas fases iniciais. Em muitos casos, a pessoa só descobre a alteração depois de exames ou quando a função dos rins já está mais comprometida.

O que é a diálise

A diálise é um tratamento usado quando os rins perdem parte importante da capacidade de filtrar o sangue e eliminar toxinas e excesso de líquidos do organismo.

Ela não é indicada para qualquer alteração simples nos rins. O tratamento passa a ser necessário em quadros de insuficiência renal avançada, quando a avaliação médica mostra que o organismo já não consegue manter esse funcionamento de forma adequada.

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Existem diferentes formas de terapia renal substitutiva, e a escolha depende da avaliação do especialista e das condições de cada paciente.

Doença renal pode avançar sem sintomas

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O Ministério da Saúde alerta que a doença renal crônica pode se desenvolver de forma silenciosa. Por isso, esperar sintomas para só então procurar avaliação não é a melhor estratégia, principalmente entre pessoas com fatores de risco conhecidos.

Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como inchaço, cansaço, náuseas, alterações urinárias e perda de apetite. Mesmo assim, o caminho mais seguro continua sendo o acompanhamento regular quando a pessoa já faz parte de grupos mais vulneráveis.

Quem precisa redobrar a atenção

Segundo o Ministério da Saúde, alguns grupos merecem acompanhamento mais próximo porque apresentam maior risco para doença renal crônica:

  • pessoas com diabetes
  • pessoas com hipertensão
  • idosos
  • pessoas com obesidade
  • fumantes
  • pessoas com histórico familiar de doença renal crônica
  • quem já tem doença cardiovascular, como insuficiência cardíaca, AVC ou doença coronariana

A relação com hipertensão e diabetes é especialmente importante. Essas duas condições estão entre as causas mais comuns de comprometimento renal e, quando mal controladas, podem acelerar o problema ao longo do tempo.

Entre esses fatores, diabetes, hipertensão e obesidade aparecem com frequência associados ao comprometimento da saúde ao longo dos anos. O excesso de açúcar na alimentação também pode contribuir para alterações metabólicas ligadas a essas condições, tema abordado na matéria sobre os efeitos do consumo excessivo de açúcar sobre a saúde.

Como a prevenção começa

Paciente Realiza Sessão De Hemodiálise Em Clínica Especializada
A diálise é indicada em casos de comprometimento avançado da função renal e deve ser acompanhada por equipe especializada

A prevenção não depende de uma única medida. O principal é acompanhar os fatores de risco e não deixar de investigar alterações persistentes.

Na prática, isso costuma envolver:

  • controle da pressão arterial
  • controle do diabetes
  • acompanhamento do peso
  • redução do consumo excessivo de sal
  • abandono do cigarro
  • prática regular de atividade física
  • realização de exames quando houver indicação médica

A avaliação médica pode incluir exames de sangue e urina, além de outros procedimentos definidos conforme o histórico do paciente.

Quando procurar avaliação

Nem toda dor lombar significa problema renal, e nem toda alteração urinária confirma doença crônica. Mesmo assim, alguns sinais merecem atenção, principalmente se vierem acompanhados de fatores de risco ou persistirem.

Vale procurar avaliação quando houver:

  • pressão alta frequente
  • diabetes sem acompanhamento adequado
  • inchaço persistente
  • cansaço sem explicação clara
  • alteração importante na urina
  • histórico familiar de doença renal
  • recomendação de check-up por profissional de saúde

Quem já faz tratamento para hipertensão ou diabetes também não deve abandonar consultas e exames de rotina. Muitas vezes, proteger os rins começa antes de qualquer sintoma.

Data reforça a importância do diagnóstico precoce

O Dia Nacional da Diálise não serve apenas para falar de quem já depende do tratamento. A principal utilidade da data está em lembrar que a doença renal pode ser identificada antes de chegar aos estágios mais graves.

Esse cuidado tem peso ainda maior entre adultos que convivem com doenças crônicas comuns e acabam se acostumando a olhar só para a glicemia ou para a pressão, sem pensar que os rins também podem estar sendo afetados ao longo do tempo.

A mensagem central desta quinta-feira é simples: esperar a doença dar sinais pode ser tarde demais. Quem tem hipertensão, diabetes, obesidade, histórico familiar ou doença cardiovascular deve encarar a saúde renal como parte do acompanhamento regular.

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