Foto: Divulgação
Nascido em 11 de outubro de 1936, em Irará, Bahia, Antônio José Santana Martins, o Tom Zé é um dos mais singulares e inovadores artistas da música popular brasileira. Aos 90 anos o cantor, compositor, arranjador e multiartista sedimentou a carreira com sonoridade experimental e forte critíca social.
Integrante do chamado clube dos “malditos”, ao lado de gênios como Sérgio Sampaio (1947-1994), Luiz Melodia (1951-2017), Walter Franco (1945-2019) e Itamar Assumpção (1949-2003), Tom Zé transitou pela “marginalidade”, distante do padrão comercial de rádios e grande indústria fonográfica, descontruindo gêneros musicais tradicionais na época da ditadura militar (1964-1985).
Desta maneira, o baiano, nome basilar do Tropicalismo, vivenciou um período no limbo musical nas décadas de 70 e 80, até travar contato com David Byrne, nos anos 90. O líder da banda americana The Talking Heads, se apaixonou pela obra de Tom Zé, relançando seus álbuns no exterior, dando novo impulso na carreira do criador de “São Paulo, meu amor”.
Aliás, a música com a qual venceu o IV Festival de Música Popular Brasileira em 1968, mostra a forte ligação do baiano com a capital paulista, onde vive há anos, além de ser integrante da Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira 33 que foi de Jô Soares (1938-2022).
Marcando o momento importante, a Caixa Cultural São Paulo, região central, recebe a partir de 6 de outubro “Tom Zé – 90 anos do Inquieto Jardineiro de Sons”, exposição imersiva que celebra a obra deste gigante.
Dividida em núcleos, a exposição percorre diferentes momentos da vida e obra do baiano, com memórias, referências, músicas e experiências revelando o quanto ele é criativo, original, além do olhar crítico sobre a sociedade.
Naturalmente, o start rola em “Irará”, núcleo dedicado às memórias de infância, inspirações musicais e literárias que contribuíram para a formação da bagagem cultural de Tom Zé. “O Som das Coisas” é imersão na inventividade e inquietude do artista, onde os visitantes podem tocar uma réplica do “buzinório”, instrumento criado por ele.
Por sua vez, “A Longa Pausa”, fala do período em que Tom Zé ficou menos presente para o grande público, passando por reflexões e dúvidas sobre a carreira, divagando e se dedicando à jardinagem, outra de suas paixões.
“Tom Zé – 90 anos do Inquieto Jardineiro de Sons”, termina exatamente no núcleo “O Jardineiro de Sons”, sendo possível assistir registros e shows, além de participar de um quiz sobre a vida e carreira do multiartista podendo, também, deixar um parabéns pelas comemorações do aniversário.
E quer saber o melhor? Tudo na faixa. Só chegar e se deslumbrar na obra e carreira deste necessário Tom Zé. A exposição fica na CAIXA Cultural São Paulo até 13 de dezembro. Confere abaixo.
SERVIÇO
Tom Zé – 90 anos do Inquieto Jardineiro de Sons Período
Temporada: 6 de outubro a 13 de dezembro
CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo
Entrada franca
Visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h – Visita com intérprete de Libras: sábados, às 15h
Informações: (11) 3321-4400 – Instagram: @caixaculturalsp
Classificação Indicativa: 6 anos
Acessibilidade: acesso para pessoas com deficiência, audiodescrição, folheto em braile








