A campanha de vacinação contra a gripe 2026 começa neste sábado (28) em todo o estado de São Paulo, com mobilização das Unidades Básicas de Saúde para atender os grupos prioritários. O início da imunização ocorre em meio ao aumento dos casos graves e das mortes associadas à influenza, o que colocou a rede pública de saúde em estado de atenção no início do outono.
Nesta primeira etapa, a vacinação é destinada a idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas e pessoas com doenças crônicas. A meta é imunizar ao menos 90% do público estimado em cerca de 18,8 milhões de pessoas antes do período de maior circulação de vírus respiratórios.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, Tatiana Lang, reforça que a imunização é essencial para reduzir casos graves e evitar agravamento da doença. “É fundamental que a população procure os postos de saúde para se imunizar, principalmente os grupos mais vulneráveis”, afirma.
Até a última atualização da Secretaria de Estado da Saúde, o Estado de São Paulo contabiliza 5.801 casos de síndrome respiratória aguda grave associados à influenza e 401 óbitos neste ano. O avanço dos registros elevou o alerta das autoridades sanitárias e intensificou a mobilização para ampliar rapidamente a cobertura vacinal.
Mutirão estadual tenta frear avanço da gripe e acelerar vacinação em São Paulo
Além da distribuição antecipada das doses, o Governo de São Paulo programou a realização de um mutirão estadual de vacinação, conhecido como Dia D, com atendimento ampliado nas Unidades Básicas de Saúde. A iniciativa tem o objetivo de acelerar a imunização nas primeiras semanas da campanha e reduzir o risco de sobrecarga no sistema hospitalar durante o pico sazonal das doenças respiratórias.
Como prevenir a gripe e reduzir risco de complicações respiratórias
Além da mobilização dos postos de saúde, especialistas reforçam que a prevenção individual continua sendo essencial para reduzir a transmissão do vírus.
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A vacinação é considerada a forma de prevenção mais eficaz contra a influenza, responsável por infecções respiratórias que podem evoluir para complicações graves, especialmente em pessoas com baixa imunidade ou com doenças preexistentes.
A imunização é a principal estratégia de prevenção contra a gripe, mas alguns cuidados cotidianos podem contribuir para reduzir o risco de transmissão do vírus:
- Higienizar as mãos com frequência
- Manter ambientes bem ventilados
- Beber bastante água e manter a hidratação
- Priorizar alimentação equilibrada com frutas, verduras e legumes
- Evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais
- Manter a limpeza dos ambientes domiciliares
- Procurar orientação médica em caso de sintomas persistentes
Quem deve se vacinar primeiro contra a gripe em São Paulo
A campanha contempla uma ampla lista de públicos considerados mais vulneráveis ao agravamento da doença:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Profissionais de saúde
- Gestantes e puérperas
- Professores do ensino básico e superior
- Povos indígenas e comunidades quilombolas
- Idosos com 60 anos ou mais
- Pessoas em situação de rua
- Profissionais das forças de segurança e salvamento
- Profissionais das Forças Armadas
- pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas que aumentam o risco de complicações.
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Trabalhadores do transporte coletivo urbano e rodoviário
- Trabalhadores portuários
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
A vacinação é gratuita e realizada nas Unidades Básicas de Saúde do SUS mediante apresentação de documento pessoal e, quando possível, da carteira de vacinação. A orientação das autoridades sanitárias é que os grupos prioritários procurem os postos nas primeiras semanas da campanha para garantir proteção antes do pico de circulação dos vírus respiratórios.
Aumento da cobertura vacinal infantil no estado
Na quinta-feira, 27 de março, o Governo de São Paulo também divulgou dados atualizados sobre a cobertura vacinal do calendário infantil. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, houve crescimento nos índices de imunização em diversas vacinas aplicadas na infância.
Entre os destaques está a primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, cuja cobertura passou de 78,42% em 2022 para 98,65% em 2024. A vacinação contra febre amarela também apresentou avanço, subindo de 64,40% para 81,16% no mesmo período.
Os resultados refletem estratégias adotadas pelo Estado para ampliar o acesso à imunização e qualificar os serviços de saúde. Um dos principais programas nesse sentido é o IGM SUS Paulista, lançado em 2023 com foco no fortalecimento dos indicadores municipais. O investimento previsto deve alcançar cerca de R$ 1,5 bilhão até 2025 para apoiar cidades que ampliam suas coberturas vacinais.
Outra iniciativa voltada ao esclarecimento da população é o portal Vacina 100 Dúvidas, criado para responder questionamentos frequentes sobre segurança, eficácia e possíveis efeitos colaterais das vacinas, além de orientar sobre os riscos associados à não imunização.
Autoridades de saúde avaliam que a adesão rápida da população à vacinação será decisiva para conter o avanço dos casos graves nas próximas semanas. Com a queda gradual das temperaturas e o aumento esperado da circulação de vírus respiratórios, a ampliação da cobertura vacinal é vista como uma medida estratégica para evitar sobrecarga hospitalar e reduzir o risco de novas mortes associadas à influenza no estado.
Fonte: Governo de São Paulo
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