A chuva perdeu força na Grande São Paulo nesta quinta-feira, 17 de setembro, depois de vários dias de tempo instável. A melhora permite uma rotina mais tranquila para quem precisa sair de casa, mas ainda não é motivo para ignorar áreas que sofreram com o excesso de água nas últimas semanas.
Na capital, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, o CGE, informou pela manhã que não havia registro de chuva nem pontos de alagamento ativos. O potencial para tempestades também aparece como baixo durante todo o dia.
A principal preocupação agora está menos na chuva que pode cair e mais na quantidade de água que o solo já recebeu.
São Paulo começa a quinta-feira sem chuva
A previsão atualizada do CGE indica muitas nuvens, poucas aberturas de sol e temperaturas entre 13°C e 18°C na cidade de São Paulo.
O órgão aponta que a entrada de ar mais seco deve favorecer dias sem chuva. Para sexta-feira, 18, a expectativa também é de tempo firme, com aumento gradual da temperatura.
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A Defesa Civil estadual havia divulgado na quarta-feira uma previsão um pouco mais cautelosa, indicando possibilidade de chuva fraca e persistente devido à umidade vinda do oceano.
As informações disponíveis nesta manhã mostram que a instabilidade perdeu ainda mais força na Região Metropolitana.
Setembro deixou o solo muito mais úmido que o normal
Mesmo sem previsão de temporais, existe um dado que merece atenção.
Segundo o CGE, São Paulo acumulou aproximadamente 249 milímetros de chuva desde o início de setembro, volume 277,3% superior à média de 66 milímetros utilizada pelo órgão para o mês.
É o setembro mais chuvoso da série de medições realizadas pelo CGE nas subprefeituras, iniciada há 32 anos.
O INMET também identificou números históricos. Na estação do Mirante de Santana, foram registrados 253,8 milímetros até 14 de setembro, superando o antigo recorde mensal observado naquela estação.
Esse excesso ajuda a explicar por que áreas vulneráveis ainda precisam ser acompanhadas mesmo durante uma sequência de horas sem chuva.
Caieiras, Franco da Rocha e região ainda pedem atenção em áreas vulneráveis

Em Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Cajamar e Mairiporã, o cuidado deve ser maior principalmente em locais próximos a encostas, barrancos, córregos, rios e terrenos que permaneceram encharcados durante vários dias.
O mesmo vale para moradores de Lapa, Perus, Pirituba e Taipas que vivem em pontos historicamente sujeitos a alagamentos ou problemas provocados pela saturação do solo.
Isso não significa que exista nesta quinta-feira uma previsão de deslizamentos generalizados para essas localidades.
O Cemaden informou que não há previsão de risco geológico significativo para movimentos de massa nesta quinta-feira. O acompanhamento continua importante porque ocorrências pontuais dependem das condições específicas de cada terreno.
Quais sinais não devem ser ignorados
Quem mora perto de encostas pode observar alterações que indiquem movimentação do terreno.
Entre os sinais que exigem atenção estão:
- rachaduras novas em paredes, pisos ou no terreno;
- muros inclinados ou com deformações;
- árvores e postes que começam a inclinar;
- água barrenta surgindo em locais onde normalmente não aparece;
- pequenos deslizamentos de terra;
- aumento rápido do nível de córregos e rios.
Ao perceber mudança significativa no terreno ou risco para a residência, a orientação é deixar o local preventivamente e procurar a Defesa Civil pelo telefone 199. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193.
Motorista também deve continuar atento ao trajeto
O fato de não haver alagamentos ativos na capital durante a manhã não elimina a possibilidade de problemas localizados caso ocorram chuviscos ou alguma precipitação isolada.
Motoristas devem evitar atravessar ruas tomadas pela água, mesmo quando a profundidade parece pequena.
Quem circula por vias próximas a rios, córregos, baixadas ou pontos conhecidos por alagamentos também pode consultar as condições do trajeto antes de sair.
Para passageiros da Linha 7-Rubi, não havia até esta manhã comunicado da TIC Trens relacionando a operação desta quinta-feira às condições meteorológicas. Ainda assim, alterações operacionais podem ser acompanhadas pelos canais oficiais da concessionária.
Região sai de uma sequência de dias muito mais instáveis
A situação desta quinta-feira é diferente da registrada na semana passada, quando a Grande São Paulo entrou em alerta para tempestades e rajadas de vento que poderiam chegar a 70 km/h.
A passagem daquele período de instabilidade contribuiu para elevar ainda mais os acumulados de setembro e deixou o solo bastante úmido em diferentes pontos da Região Metropolitana.
Agora, com a chuva perdendo força, a tendência é de melhora gradual.
O cuidado continua sendo necessário principalmente onde a água dos últimos dias deixou marcas: encostas saturadas, margens de córregos, terrenos inclinados e pontos baixos. Para a maior parte da população, porém, a quinta-feira começa bem mais tranquila do que os dias anteriores.
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