iPhone 18 Pro muda por dentro para evitar queda de desempenho com o calor

A20 Pro de 2 nanômetros trabalha com uma câmara de vapor três vezes maior para sustentar desempenho em jogos, vídeos e outras tarefas pesadas

Um celular pode ser extremamente rápido durante alguns segundos e perder parte dessa velocidade quando permanece sob carga pesada.

O motivo é o calor.

Quando a temperatura sobe demais, o sistema pode reduzir a velocidade do chip para proteger os componentes. É nesse ponto que a Apple fez uma das mudanças internas mais importantes do iPhone 18 Pro.

Além do A20 Pro de 2 nanômetros, a empresa redesenhou a disposição interna dos componentes e ampliou a câmara de vapor responsável por dissipar calor. A proposta é manter desempenho elevado por mais tempo, não apenas alcançar picos maiores em benchmarks.

Chip A20 Pro em destaque sobre fundo preto, usado no iPhone 18 Pro para processamento, gráficos e recursos de inteligência artificial.
O A20 Pro combina CPU de 6 núcleos, GPU de 7 núcleos e duplo Neural Engine de 16 núcleos para ampliar o desempenho do iPhone 18 Pro em tarefas mais exigentes.

A20 Pro não é apenas um chip mais rápido

O A20 Pro utiliza CPU de seis núcleos e GPU de sete núcleos, além de contar com 50% mais largura de banda de memória que o A19 Pro.

Segundo a Apple, a GPU pode ser até 40% mais rápida que a geração anterior em determinadas cargas gráficas. O processo de 2 nanômetros também busca melhorar a relação entre desempenho e consumo de energia.

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Resultados iniciais ainda não confirmados do Geekbench apontaram ganhos de aproximadamente 21% a 23% em desempenho de um núcleo e de 27% a 28% em múltiplos núcleos sobre o A19 Pro. Nos primeiros testes gráficos, o avanço se aproximou dos 40%.

Pico de desempenho não é o mesmo que desempenho sustentado

Benchmarks curtos mostram o pico de velocidade do processador, mas não necessariamente o comportamento do aparelho após vários minutos de uso intenso.

Uma sessão longa de jogo, exportação de vídeo ou processamento gráfico mantém CPU e GPU sob carga e gera calor continuamente.

Quando a temperatura sobe, o sistema pode reduzir frequência e consumo. Esse processo é conhecido como thermal throttling, ou limitação térmica.

Na prática, um celular que começa uma tarefa muito rápido pode perder desempenho com o tempo.

Por isso, controlar o calor pode ser tão importante quanto o ganho bruto do A20 Pro.

A câmara de vapor ficou três vezes maior

A Apple afirma que a nova câmara de vapor possui três vezes mais área de superfície que a utilizada no iPhone 17 Pro.

O componente usa uma pequena quantidade de líquido para transportar calor. Quando a região próxima ao chip esquenta, o líquido evapora, desloca-se para áreas mais frias e condensa, espalhando a energia térmica por uma superfície maior.

Isso não significa necessariamente que o iPhone ficará frio ao toque.

O objetivo é retirar calor do processador com mais eficiência.

Apple também mudou a posição da memória

O A20 Pro utiliza um novo tipo de acondicionamento inspirado nos chips da série M dos Macs.

A Apple posicionou a matriz do chip e a memória lado a lado, retirando a memória do caminho térmico e permitindo contato mais direto entre o processador e a nova câmara de vapor.

Manter o desempenho também depende de retirar esse calor com eficiência.

Onde isso pode fazer diferença

O benefício potencial aparece principalmente em tarefas prolongadas.

Em jogos, a limitação térmica pode reduzir a taxa de quadros depois de vários minutos.

Na edição de vídeo, pode aumentar o tempo necessário para exportar um projeto.

O mesmo vale para processamento gráfico e tarefas de IA que mantêm o chip sob carga.

A pergunta mais útil não é apenas quanto o iPhone 18 Pro alcança em um benchmark:

ele continua rápido depois de 20 ou 30 minutos de uso pesado?

Ainda não há uma resposta independente definitiva.

Testes prolongados de jogos e cargas contínuas serão necessários para verificar quanto a nova refrigeração muda o comportamento real do aparelho.

E a bateria entra onde?

Mais desempenho também pode aumentar o consumo de energia.

A Apple tenta equilibrar essa conta com o processo de 2 nanômetros do A20 Pro, mudanças na bateria e gerenciamento térmico.

No Brasil, a empresa informa até 34 horas de reprodução de vídeo no iPhone 18 Pro e 43 horas no iPhone 18 Pro Max. Em uso típico, são até 23 e 29 horas, respectivamente.

Esses números foram obtidos em condições específicas e não representam autonomia durante jogos ou outras cargas pesadas.

Também não é possível atribuir o ganho de autonomia apenas ao A20 Pro, já que a nova geração combina mudanças de bateria, chip e outros componentes.

Carregamento de 50% em cerca de 15 minutos exige carregador adequado

A Apple informa que os dois modelos podem chegar a 50% da bateria em aproximadamente 15 minutos, mas isso exige adaptador compatível de 60 W ou superior e cabo USB-C adequado.

Com MagSafe, a carga pode alcançar 50% em cerca de 30 minutos com adaptador de pelo menos 35 W.

No Pro Max, cinco minutos de carregamento com fio podem fornecer energia equivalente a cerca de sete horas de reprodução de vídeo, segundo a fabricante.

O que observar nos testes completos

Mais do que o maior número do Geekbench, vale acompanhar:

  • queda de desempenho depois de vários minutos;
  • temperatura externa durante jogos;
  • estabilidade dos quadros por segundo;
  • consumo de bateria sob carga pesada;
  • tempo de exportação de vídeos;
  • diferenças entre Pro e Pro Max em uso prolongado.

Esses dados mostrarão se a nova solução térmica consegue transformar o ganho do A20 Pro em desempenho mantido por mais tempo.

Quem quiser uma visão geral das demais mudanças pode conferir o que mudou no iPhone 18 Pro, incluindo preço, tela, bateria e lançamento no Brasil.

As novidades fotográficas estão detalhadas no artigo sobre como funciona a abertura variável e os novos controles da câmera do iPhone 18 Pro.

O verdadeiro teste do A20 Pro começa quando o aparelho esquenta

Os primeiros benchmarks indicam que o A20 Pro é mais rápido. A questão é por quanto tempo ele consegue manter essa velocidade.

Ao ampliar a câmara de vapor e reorganizar a memória, a Apple passa a tratar o controle térmico como parte do desempenho.

Para quem joga por longos períodos ou edita vídeo, a diferença real estará em quanto desempenho o iPhone consegue preservar quando já está quente.

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