A conta de energia elétrica continua com bandeira amarela durante agosto de 2026, o que mantém uma cobrança adicional para milhões de consumidores. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou que serão acrescentados R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Agosto é o quarto mês consecutivo com essa sinalização. A bandeira amarela também foi adotada em maio, junho e julho, segundo a agência reguladora.
O valor isolado pode parecer pequeno, mas cresce conforme o consumo da residência. Uma casa que utiliza 500 kWh no mês, por exemplo, terá aproximadamente R$ 9,43 apenas de adicional da bandeira, antes de considerar os demais componentes que formam a conta de energia.
Quanto a bandeira amarela acrescenta à conta
A cobrança é proporcional à quantidade de energia utilizada.
A ANEEL estabelece atualmente um adicional de R$ 0,01885 para cada kWh consumido quando a bandeira está amarela. Na bandeira verde não existe cobrança adicional. Já as bandeiras vermelhas possuem valores superiores.
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Veja quanto a bandeira representa em diferentes níveis de consumo:
| Consumo no mês | Adicional aproximado |
|---|---|
| 100 kWh | R$ 1,89 |
| 150 kWh | R$ 2,83 |
| 200 kWh | R$ 3,77 |
| 300 kWh | R$ 5,66 |
| 400 kWh | R$ 7,54 |
| 500 kWh | R$ 9,43 |
Os valores mostram somente a parcela relacionada à bandeira tarifária. Eles não representam o preço total da energia consumida nem o valor final da fatura.
Uma residência que passe de 200 para 400 kWh, por exemplo, também dobra o adicional da bandeira, de aproximadamente R$ 3,77 para R$ 7,54.
Por que agosto continua com bandeira amarela
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Seguir o RNews no WhatsAppA mudança de cor não é definida pelo calendário ou diretamente pelo consumo das famílias.
O sistema acompanha as condições de geração de eletricidade e sinaliza quando produzir energia está mais caro.
Segundo a ANEEL, agosto mantém condições menos favoráveis devido ao período seco, quando ocorre redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. Com menor disponibilidade de geração hidráulica, aumenta a necessidade de utilizar usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
O mecanismo das bandeiras foi criado em 2015 justamente para indicar mensalmente ao consumidor as variações do custo de geração. Quando as condições são favoráveis, a bandeira fica verde e não há adicional.
Chuveiro elétrico pode fazer diferença maior que a própria bandeira

A bandeira aumenta o preço associado ao consumo, mas a quantidade de energia utilizada dentro de casa continua sendo decisiva para o valor da conta.
Entre os equipamentos que merecem atenção estão aparelhos de alta potência ou que permanecem ligados durante muitas horas.
O chuveiro elétrico é um exemplo importante. Modelos residenciais podem trabalhar com potências de 5.500, 6.800 ou 7.500 watts. Tempo de banho, regulagem da temperatura e número de pessoas usando o equipamento interferem diretamente no consumo.
Uma residência com vários banhos diários pode consumir dezenas ou até mais de 100 kWh somente com o chuveiro.
Quem percebeu aumento nas últimas faturas pode verificar quando o chuveiro elétrico começa a pesar na conta e se trocar o aparelho realmente ajuda. Potência, duração dos banhos e temperatura escolhida costumam ser mais importantes do que simplesmente substituir o equipamento.
Quais aparelhos merecem atenção em agosto
Não é necessário deixar de utilizar equipamentos essenciais. O ponto principal é identificar desperdícios e períodos longos de funcionamento.
Entre os itens que podem representar parcela relevante do consumo residencial estão:
- chuveiro elétrico usado por longos períodos;
- ar-condicionado funcionando durante muitas horas;
- aquecedores elétricos;
- secadoras de roupas;
- fornos e outros equipamentos elétricos de alta potência;
- geladeiras antigas ou com problemas de vedação;
- equipamentos que ficam ligados sem necessidade.
Reduzir 100 kWh de consumo durante um mês elimina R$ 1,885 correspondente à bandeira amarela e também reduz a cobrança normal associada à própria energia que deixou de ser utilizada.
A economia obtida na fatura, assim, pode ser muito maior que o valor isolado da bandeira.
Bandeira amarela não significa reajuste da tarifa
Existe uma diferença importante entre bandeira tarifária e reajuste da tarifa de energia.
A bandeira funciona como uma cobrança variável associada às condições de geração naquele mês. Ela pode mudar entre verde, amarela e vermelha conforme os custos do sistema elétrico.
O reajuste tarifário segue outro processo e altera os componentes da tarifa cobrada pela distribuidora.
Segundo a ANEEL, as bandeiras permitem que o consumidor identifique mensalmente quando a geração está mais cara, em vez de receber essa variação apenas posteriormente por meio dos reajustes tarifários.
A sinalização é aplicada aos consumidores cativos atendidos pelas distribuidoras, com exceção daqueles localizados em sistemas isolados.
Setembro pode ter outra bandeira
A manutenção da bandeira amarela vale para todo o mês de agosto.
A próxima definição será divulgada pela ANEEL em 28 de agosto, data prevista no calendário oficial de acionamento das bandeiras tarifárias de 2026. Nessa ocasião, a agência informará qual sinalização valerá em setembro.
Até lá, o consumidor pode acompanhar o próprio consumo pela conta de energia e pelos canais disponibilizados pela distribuidora de sua região.
Em casas com consumo elevado, pequenas mudanças feitas todos os dias podem representar redução maior que o próprio adicional da bandeira. Banhos mais curtos, controle do tempo de funcionamento de equipamentos e atenção a aparelhos de alta potência são medidas que ajudam a diminuir a quantidade de kWh registrada no mês.





