Foto: Jamil Kubruk
Em cartaz até 15 de abril no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, o espetáculo “Gala Dalí”, mostra a trajetória da esposa do pintor surrealista Salvador Dalí, a qual teve papel central na construção da obra e mito do artista espanhol.
Com dramaturgia e atuação de Mara Carvalho e direção de Ulisses Cruz, a montagem homenageia Elena Ivanovna Diakovona, nascida em Kazan, na Rússia Imperial, em 7 de setembro de 1894 e falecida na Espanha no dia 10 de junho de 1982, aos 87 anos. Muito mais que Musa de Salvador Dalí, Gala se impôs, construindo persona própria, enfrentando julgamento social e lutando por autonomia num ambiente dominado por homens. Infelizmente pagou preço alto por isso.
“Quando se fala em musa, normalmente se pensa apenas em beleza física. Gala se tornou musa pela inteligência e pela ousadia. Era uma mulher absolutamente contemporânea”, afirma Mara Carvalho.
“Gala Dalí” tensiona temas atuais, encontrando eco hoje em dia na recusa ao enquadramento. “É a personalidade. Assumir quem se é. As pessoas ainda vivem muito presas a amarras. Ela, no século 19, já era autêntica, forte, fora do lugar comum,” atesta a atriz.
Durante pouco mais de uma hora acompanhamos um dialógo constante atriz/plateia, no qual Mara Carvalho revisita a vida de uma mulher frequentemente julgada, rejeitada e reduzida, porém de importância vital na história da arte do século XX.
“Gala Dalí” tem sessões no teatro da região central de São Paulo todas as terças e quartas-feiras. Confira.
SERVIÇO
Gala Dalí
Temporada prorrogada até 15 de abril. Terças e quartas-feiras, às 19h
Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) | R$ 60,00 (meia-entrada) | www.sympla.com
Duração: 65 minutos.
Classificação etária: 12 anos.







