A partir de 13 de março, o Museu da Inclusão, em São Paulo, recebe a exposição “Pontos de História – 80 anos enxergando além do que se vê”. A mostra homenageia as oito décadas de atuação da Fundação Dorina Nowill para Cegos e propõe uma experiência sensorial que convida o público a revisitar trajetórias que marcaram a história da instituição.
O espaço expositivo apresenta 13 totens interativos construídos em braille, formando imagens únicas que representam pessoas e histórias ligadas à Fundação. Cada obra foi pensada para ser percebida também pelo tato, ampliando a experiência de visitantes com e sem deficiência visual.
A proposta é transformar o braille em linguagem artística e narrativa, mostrando que cada ponto em relevo pode carregar memórias, afetos e experiências.
Histórias reais que marcaram a trajetória da Fundação
A exposição apresenta personagens importantes na história da instituição e da inclusão no Brasil. Entre eles estão figuras conhecidas do público e pessoas diretamente impactadas pelo trabalho da Fundação.
Entre os destaques estão:
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• Dorina Nowill, fundadora da instituição
• Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica
• Dorinha, personagem criada para representar a inclusão nas histórias em quadrinhos
• voluntárias e colaboradoras da Fundação
• seis pessoas atendidas pela instituição ao longo de sua trajetória
Cada obra retrata uma dessas histórias e ajuda a construir uma narrativa coletiva sobre inclusão, educação e acesso à cultura.
Além dos totens interativos, a exposição também apresenta materiais históricos que ajudam o visitante a compreender a evolução da instituição.
O espaço inclui:
• painéis com a linha do tempo da Fundação
• fotografias históricas e atuais
• frases marcantes relacionadas à inclusão
• vídeo institucional sobre a trajetória da entidade
Toda a exposição conta com audiodescrição, garantindo que visitantes com deficiência visual possam acessar plenamente o conteúdo.
Março reforça debate sobre representatividade feminina
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Seguir o RNews no WhatsAppA abertura da exposição em março também tem significado simbólico. O período marca não apenas os 80 anos da Fundação Dorina Nowill, mas também reforça o protagonismo feminino na construção da instituição.
Dorina Nowill fundou a entidade em um período em que mulheres tinham pouca presença em posições de liderança institucional. Sua trajetória tornou-se referência na defesa da educação e da autonomia de pessoas com deficiência visual.
A programação da exposição também estimula reflexões sobre:
• igualdade de oportunidades
• participação feminina em posições de liderança
• representatividade na construção de políticas sociais
• acesso à cultura e à educação
Esses temas dialogam diretamente com o legado deixado pela fundadora.
Braille se transforma em linguagem artística na exposição
O conceito da exposição foi desenvolvido pelos jovens criadores Gustavo Gibelli e Vitor Maurilio, por meio do concurso Young Lions Brazil 2025.
A competição é uma das principais portas de entrada para novos talentos que desejam participar do Cannes Lions Festival, considerado o maior festival criativo do mundo.
Na proposta apresentada pelos criadores, o braille ultrapassa sua função tradicional de leitura e passa a funcionar como linguagem visual. Cada obra utiliza os pontos em relevo para formar imagens que representam histórias humanas.
A acessibilidade deixa de ser apenas um recurso técnico e passa a ser parte essencial da experiência cultural proposta pela exposição.
Exposição propõe olhar para o futuro da inclusão
Mais do que revisitar o passado, a exposição também convida o público a refletir sobre o futuro da inclusão cultural no Brasil.
Cada obra reforça a ideia de que histórias continuam sendo escritas e sentidas muito além daquilo que pode ser visto.
Segundo o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, a exposição simboliza décadas de luta por uma sociedade mais justa para pessoas com deficiência visual.
Ele afirma que celebrar os 80 anos da Fundação Dorina Nowill significa reconhecer a importância do trabalho desenvolvido pela instituição ao longo de várias gerações.
Talk show reúne mulheres que atuam pela leitura inclusiva
A programação também inclui o Talk Show da Rede de Leitura Inclusiva, que faz parte do III Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva.
O encontro reunirá mulheres que atuam na promoção da leitura, cultura e inclusão social em diferentes áreas.
Entre as convidadas confirmadas estão:
• Martha Nowill, atriz e mediadora do encontro
• Heloisa Schurmann, velejadora e escritora
• Iris Figueiredo, escritora
• Majori Silva, escritora
• Regina Caldeira, assessora institucional Braille da Fundação Dorina
Regina Caldeira é uma das colaboradoras mais antigas da instituição e também uma pessoa cega que atua diretamente na promoção da leitura acessível.
O encontro terá depoimentos, homenagens e registros históricos que destacam o papel da leitura inclusiva na transformação social.
Inclusão também aparece em outros debates recentes no Brasil
A discussão sobre acessibilidade e inclusão também aparece em outras áreas da sociedade. Políticas como o acesso a veículos adaptados ajudam pessoas com deficiência a conquistar autonomia e mobilidade no dia a dia, reforçando a importância de ampliar iniciativas que promovam participação social e igualdade de oportunidades.
Serviço
Exposição
Pontos de História – 80 anos enxergando além do que se vê
Local
Museu da Inclusão – Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Endereço
Avenida Mário de Andrade, 564
Barra Funda – São Paulo (SP)
Abertura oficial
13 de março de 2026, às 8h30
Período
13 de março a 8 de maio de 2026
Horário de visitação
• segunda a sexta-feira
• das 10h às 17h
Entrada
Gratuita
Realização
Fundação Dorina Nowill para Cegos
Criação
Gustavo Gibelli e Vitor Maurilio (Young Lions Brazil 2025)
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