Trem Intercidades avança: governo desapropria 16 áreas entre Jundiaí e Campinas e confirma início das obras

Concessionária já pode assumir imóveis no traçado do TIC; obras começam neste semestre e trem expresso deve operar em 2031 com viagem de 64 minutos.

O governo de São Paulo autorizou a desapropriação de 16 áreas entre Jundiaí e Campinas para viabilizar o Trem Intercidades São Paulo–Campinas. A medida permite que a concessionária TIC Trens assuma os imóveis ainda neste semestre e inicie as obras no trecho mais aguardado do projeto ferroviário que promete reduzir o tempo de viagem para cerca de 64 minutos.

Governo autoriza desapropriações no traçado do Trem Intercidades

A Secretaria de Parcerias em Investimentos concedeu sinal verde para que a concessionária responsável pelo Trem Intercidades busque a posse de 16 áreas necessárias à implantação do novo corredor ferroviário.

As desapropriações podem ocorrer por via judicial ou amigável e envolvem imóveis que somam aproximadamente 27 mil metros quadrados.

Acompanhe mais de Geral

Veja reportagens, análises e atualizações desta editoria.

Ver tudo de Geral →

G
Acompanhe nossas notícias no Google News: siga o RNews no Google.
Seguir

Os terrenos estão localizados principalmente em Jundiaí e Campinas, além de pontos estratégicos em Louveira e Valinhos, municípios que também fazem parte do eixo ferroviário do projeto.

A responsabilidade pelo pagamento das indenizações é da concessionária, conforme os contratos firmados com o Estado.

Quando as obras começam

Segundo o cronograma apresentado pelo governo estadual, as obras no trecho entre Jundiaí e Campinas devem começar ainda neste semestre.

A fase inicial inclui:

• Serviços de infraestrutura e drenagem
• Preparação do leito ferroviário
• Adequações técnicas no traçado
• Implantação posterior da via permanente

Após essa etapa estrutural, serão iniciadas as obras mais complexas de trilhos, sistemas operacionais e estações.

Quando o Trem Intercidades começa a operar

A previsão oficial indica início da operação do trem expresso em 2031.

O TIC deve ligar Campinas à Estação Água Branca, na capital paulista.

O tempo estimado de viagem será de aproximadamente 1 hora e 4 minutos.

A velocidade máxima projetada chega a 140 km/h, colocando o sistema como uma das principais iniciativas de mobilidade regional do Estado.

Como será o serviço ferroviário

O projeto prevê dois serviços distintos:

Trem Intercidades Expresso

Trajeto: Campinas até Água Branca
Tempo estimado: 64 minutos
Velocidade máxima: 140 km/h
Capacidade estimada: cerca de 860 passageiros por viagem
Tarifa estimada divulgada: R$ 64

Trem Intermetropolitano

Trajeto: Jundiaí até Campinas
Tempo estimado: cerca de 33 minutos
Velocidade média: entre 44 km/h e 80 km/h
Capacidade estimada: mais de 2 mil passageiros por composição
Tarifa estimada divulgada: R$ 14,05

O serviço intermetropolitano terá paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos.

Além disso, a concessão inclui a modernização da Linha 7-Rubi, que conecta Jundiaí à Barra Funda, integrando o sistema à capital.

Investimento bilionário e impacto urbano

O projeto completo do Trem Intercidades São Paulo–Campinas envolve investimento estimado superior a R$ 14 bilhões.

Além da infraestrutura ferroviária, o governo anunciou um investimento adicional de R$ 4,3 bilhões para construção de 23 mil moradias no entorno do traçado.

Essas unidades fazem parte do programa Novas Centralidades, que busca integrar transporte, moradia e desenvolvimento econômico.

Distribuição das moradias anunciadas:

• Campinas: 2 mil unidades
• Louveira: 1 mil unidades
• Valinhos: 1 mil unidades
• Vinhedo: 1 mil unidades

A proposta inclui urbanização, recuperação ambiental, implantação de infraestrutura básica e estímulo à abertura de serviços e comércios nas áreas próximas às futuras estações.

O que muda na prática para a região

Para moradores e trabalhadores do eixo Campinas–Jundiaí–São Paulo, o impacto pode ser significativo.

Entre as principais mudanças esperadas:

• Redução do tempo de deslocamento
• Integração mais rápida com a capital
• Valorização imobiliária no entorno das estações
• Estímulo à geração de empregos
• Reorganização do fluxo rodoviário

A promessa é diminuir a dependência do transporte rodoviário e reduzir congestionamentos na Rodovia Anhanguera e na Rodovia dos Bandeirantes.

Próximos passos do projeto

Com a autorização das desapropriações, o próximo movimento envolve:

• Formalização da posse dos imóveis
• Início das intervenções estruturais
• Licenciamento e ajustes técnicos
• Avanço na modernização da Linha 7-Rubi

A execução do cronograma será determinante para manter a meta de operação em 2031.

Por que o Trem Intercidades é considerado estratégico

O corredor ferroviário entre São Paulo e Campinas é um dos mais movimentados do país.

A região concentra polos industriais, tecnológicos e universitários, além de forte fluxo diário de trabalhadores.

A implantação do TIC busca atender uma demanda histórica por transporte ferroviário rápido e previsível, com potencial de transformar a mobilidade regional nas próximas décadas.

Se cumprir o cronograma e os padrões anunciados, o projeto pode marcar uma nova fase para o transporte sobre trilhos no Estado.

Artigo anterior Aposta de Jundiaí acerta Lotofácil e leva R$ 574 mil com jogo simples de R$ 3,50 Prximo artigo Atenção, passageiros: CPTM altera linhas sábado e domingo; confira antes de sair
Valentina de Lucca

Valentina de Lucca

Sou uma jornalista guiada pela sensibilidade, pela curiosidade e pelo desejo profundo de compreender o mundo em todas as suas camadas. Busco construir uma trajetória que marcada pela precisão da informação, pelo olhar humano e pela capacidade de transformar histórias reais em narrativas que inspiram, acolhem e despertam reflexão.

Apaixonada por comportamento, ciência, natureza e pelas relações que conectam pessoas, animais e ambientes, encontro sentido tanto nos avanços da tecnologia quanto na simplicidade da vida cotidiana.

Desenvolvido com por Célio Ricardo
.