Foto: Divulgação
A partir de 9 de outubro o Teatro FUNARTE, em São Paulo, recebe “Um tempo Chamado Yayá”, montagem que conta a história de Sebastiana de Mello Freire (1887-1961) a Dona Yayá, nascida em uma família paulista aristocrática e vida marcada por tragédias. Órfã desde os 13 anos ficou sob a tutela do senador por São Paulo, Manuel Joaquim de Albuquerque Lins (1852-1926), sendo internada em um hospital psiquiátrico em 1919 e após receber alta para tratamento em casa, viveu reclusa até a morte em 1961.
Levada ao palco da região central da capital pela Cia. Coexistir de Teatro, “Um tempo Chamado Yayá” tem texto e direção de Patrícia Teixeira e elenco com Alana Carvalho, Gabriela Pietro, Gislaine Mendes, Janaína Reis, Lia Xavier, Natália Duzzi, Onil Mello Jr, Sandra Crobelatti e Silvia Fuller interpretam diferentes fases da vida de Dona Yayá e personagens que atravessaram sua história, entre eles sua madrinha, cuidadoras, enfermeiro e professor.
Durante 90 minutos acompanhamos Dona Yayá reclusa em um casarão no centro da capital paulista, com narrativa dramática, que a partir do contexto cultural e social, relaciona sua trajetória às questões de gênero e saúde mental e às formas de institucionalização das mulheres ao longo do tempo.
“Entrar em contato com a história de Dona Yayá é debruçar-se de forma crítica, cuidadosa e atenta sobre o que foi feito de fato com essa mulher. Na narrativa, explorar o patrimônio cultural é resistir. Por meio do teatro, mediamos e compartilhamos questões relacionadas à história e memória da institucionalização, considerando como as questões de gênero se articulam com a loucura e sem esquecermos que o manicômio é a forma na qual o Estado se relaciona com a sociedade”, reflete Patrícia Teixeira.
Ainda de acordo com a diretora, a luta por uma sociedade sem manicômios é também uma discussão sobre direitos humanos. “Estarmos diante da história de Dona Yayá é também estarmos diante de tantas Yayás no processo histórico que nos leva a compreender as estruturas a partir do conceito de gênero. Tempos nos quais a mulher é rechaçada, desqualificada, diminuída, discriminada e assassinada. Abordar esse tema é nos fazer refletir sobre a necessidade de interseccionar a discussão da saúde mental com as questões de gênero, classe e raça”, conclui Teixeira. Imperdível.
“Um tempo Chamado Yayá” fica em cartaz na FUNARTE somete até 1° de novembro, com sessões às sextas-feiras, sábados e domingos. Confira o serviço abaixo.
SERVIÇO
Um Tempo chamado Yayá
De 9 de outubro a 1º de novembro
Sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$80,00 e R$40,00
https://www.sympla.com.br/evento/um-tempo-chamado-yaya/357547
Teatro FUNARTE
Alameda Nothmann, 1058, Bela Vista – São Paulo – SP








