CNH em 2026: nova regra muda limite de pontos e pode suspender motoristas mais rápido

Sistema progressivo altera o Código de Trânsito e redefine quando a carteira pode ser suspensa.

As regras da Carteira Nacional de Habilitação passaram por mudanças importantes e impactam diretamente milhões de motoristas em 2026. O novo sistema de pontuação modifica o limite de infrações que pode levar à suspensão do documento e cria critérios mais rígidos para quem comete faltas graves no trânsito.

O sistema vigente substituiu o antigo teto único de 20 pontos por uma estrutura escalonada. Agora, a pontuação máxima varia conforme o tipo e a quantidade de infrações registradas no período de 12 meses, tornando a legislação mais rígida para motoristas reincidentes em faltas graves.

Como funciona o novo limite de pontos da CNH em 2026

O modelo atual estabelece três faixas principais de pontuação que podem levar à suspensão do direito de dirigir. O limite depende da quantidade de infrações gravíssimas registradas no período.

Motoristas que não cometem infrações gravíssimas podem atingir até 40 pontos antes da suspensão. Já condutores que registram uma infração gravíssima passam a ter limite reduzido para 30 pontos. Nos casos em que duas ou mais infrações gravíssimas são registradas, o teto cai para 20 pontos.

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O sistema foi criado para diferenciar o comportamento dos motoristas e aplicar penalidades mais severas a quem apresenta maior risco nas vias. O modelo progressivo substituiu a regra antiga, que previa suspensão automática ao atingir 20 pontos, independentemente da gravidade das infrações.

Além disso, algumas infrações continuam prevendo suspensão direta da CNH, sem depender da soma de pontos. Entre elas estão dirigir sob efeito de álcool, participar de rachas ou ultrapassar limites extremos de velocidade.

Pontuação das infrações continua baseada no CTB

Mesmo com as mudanças no limite máximo, a forma de pontuação das infrações permanece baseada na classificação do Código de Trânsito Brasileiro.

Infrações leves geram 3 pontos, médias somam 4 pontos, graves acumulam 5 pontos e gravíssimas resultam em 7 pontos na carteira do condutor. Essa classificação influencia diretamente o tempo necessário para alcançar os limites que podem gerar suspensão.

O sistema também considera que cada infração permanece registrada por 12 meses a partir da data do cometimento. Isso significa que os pontos não são zerados automaticamente no início do ano, criando um controle contínuo sobre o comportamento do motorista.

Suspensão da CNH e consequências para o condutor

Quando o limite de pontos é atingido, o motorista pode ter o direito de dirigir suspenso por período que varia conforme a gravidade das infrações e reincidência. Em casos de acúmulo de pontos, a suspensão costuma variar entre seis meses e dois anos.

Para recuperar o documento, o condutor precisa cumprir o prazo da penalidade e realizar curso de reciclagem obrigatório. O treinamento inclui atualização sobre legislação, direção defensiva e noções de primeiros socorros.

O objetivo dessas medidas é reduzir acidentes e reforçar a conscientização sobre segurança no trânsito, já que o comportamento imprudente é um dos principais fatores associados a ocorrências nas vias brasileiras.

Novas regras também impactam quem está tirando a CNH

Além das mudanças relacionadas à pontuação, o processo de obtenção da habilitação também passou por ajustes recentes. As normas nacionais buscam simplificar o acesso ao documento e reduzir custos para candidatos.

Entre as alterações, houve flexibilização do ensino teórico, permitindo que o curso seja realizado fora dos centros tradicionais de formação, desde que em instituições autorizadas. Também foram ampliadas opções de ensino remoto, facilitando o acesso à preparação dos futuros motoristas.

No exame prático, o candidato inicia a avaliação com pontuação zero e recebe penalizações conforme os erros cometidos durante o teste. Para aprovação, o limite máximo é de dez pontos, respeitando critérios de gravidade das falhas registradas.

Objetivo das mudanças é aumentar segurança e acesso à habilitação

As alterações nas regras da CNH fazem parte de uma estratégia para ampliar o acesso à habilitação, ao mesmo tempo em que aumenta o controle sobre motoristas com histórico de infrações graves.

Autoridades de trânsito defendem que o modelo progressivo permite avaliar melhor o comportamento dos condutores e aplicar punições proporcionais ao risco oferecido nas vias. A expectativa é que a medida contribua para reduzir acidentes e melhorar a segurança viária em todo o país.

Para os motoristas, especialistas recomendam acompanhar regularmente o prontuário da CNH e manter atenção às regras atualizadas, evitando o acúmulo de pontos que pode resultar na perda temporária do direito de dirigir.

Com informações da Agência Brasil

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