Atualizado em 24 de fevereiro de 2026, às 22:40, com novos dados de mortes, desaparecidos e resgates.
Nesta quarta-feira, 24 de fevereiro de 2026, Juiz de Fora registrou 138,6 milímetros de chuva em apenas 24 horas e se tornou a cidade mais chuvosa do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. O volume extremo agravou uma tragédia que já deixou ao menos 30 mortos, dezenas de desaparecidos e centenas de desabrigados, levando ao decreto de calamidade pública e mantendo alerta máximo para novos deslizamentos.
A intensidade da precipitação concentrou em poucas horas um volume que representa uma parcela significativa da média histórica mensal de fevereiro na região, ampliando o risco de deslizamentos e novos alagamentos.
Situação atual: mortes, desaparecidos e resgates continuam
Até a noite desta terça-feira (24), o Corpo de Bombeiros confirmou ao menos 30 mortes e dezenas de desaparecidos após os deslizamentos provocados pelo volume extremo de chuva em Juiz de Fora e região. Equipes seguem mobilizadas em áreas atingidas, onde o solo encharcado ainda representa risco elevado de novos soterramentos.
As operações de resgate envolvem mais de 100 bombeiros, além de equipes da Defesa Civil, Polícia Militar e apoio municipal. Centenas de pessoas foram resgatadas com vida, enquanto milhares seguem fora de casa após perderem suas residências ou por risco estrutural.
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O município permanece em estado de calamidade pública, o que permite agilizar recursos e ampliar a resposta emergencial. Autoridades reforçam que o cenário ainda é considerado crítico e pode evoluir conforme novas áreas sejam vistoriadas.
O que aconteceu em Juiz de Fora nas últimas 24 horas
De acordo com o Inmet, o acumulado de 138,6 mm superou com folga os registros de outras cidades brasileiras no mesmo intervalo. A segunda colocada no ranking nacional registrou pouco mais da metade desse volume.
Durante a madrugada, bairros inteiros foram atingidos por enxurradas rápidas. Ruas ficaram submersas, veículos foram arrastados pela força da água e encostas cederam em áreas de risco.
A prefeitura informou que:
• Há vítimas fatais confirmadas
• Centenas de pessoas estão desabrigadas
• Escolas municipais tiveram aulas suspensas
• Equipes de emergência atuam em regime contínuo
O decreto de calamidade pública permite que o município agilize contratações emergenciais e solicite recursos estaduais e federais.
Por que o volume de chuva chamou tanta atenção
O acumulado de 138,6 mm em 24 horas é considerado extremamente elevado para um curto intervalo de tempo. Em termos práticos, isso significa que o solo atingiu rapidamente o ponto de saturação, perdendo capacidade de absorção.
Quando isso ocorre, aumentam:
• Risco de deslizamentos
• Transbordamento de córregos
• Inundações urbanas
• Colapso temporário do sistema de drenagem
Especialistas apontam que a combinação de calor intenso, umidade elevada e formação de áreas de instabilidade contribuiu para a intensidade do temporal.
Impacto direto na vida da população
Para milhares de moradores, o impacto foi imediato. Casas foram invadidas pela água ainda durante a madrugada, quando muitas famílias dormiam. Móveis, eletrodomésticos e documentos foram perdidos.
Além do dano material, há consequências emocionais e estruturais. Desabrigados foram encaminhados a locais provisórios organizados pela prefeitura, onde recebem assistência básica.
Entre os principais efeitos registrados estão:
• Interrupção do transporte em vias estratégicas
• Quedas pontuais de energia
• Comércio fechado em áreas alagadas
• Atendimento ampliado nas unidades de saúde
O prejuízo econômico ainda está sendo calculado, mas comerciantes relatam perda total de estoques.
Estado de calamidade: o que muda na prática
Com o decreto oficial, o município pode adotar medidas excepcionais para acelerar respostas emergenciais.
Entre as ações possíveis estão:
• Liberação rápida de verbas públicas
• Simplificação de processos administrativos
• Mobilização ampliada da Defesa Civil
• Apoio logístico de órgãos estaduais
Essa condição facilita a chegada de recursos para reconstrução de infraestrutura danificada.
Existe risco de novas chuvas nos próximos dias
As previsões meteorológicas indicam manutenção de instabilidade na região. Mesmo que o volume diminua, o solo encharcado mantém elevado o risco de deslizamentos.
A orientação das autoridades inclui:
• Evitar áreas de encosta
• Não atravessar ruas alagadas
• Monitorar alertas oficiais
• Procurar abrigo seguro diante de qualquer sinal de movimentação de terra
Moradores de áreas historicamente vulneráveis devem redobrar a atenção.
Como o acumulado se compara ao padrão histórico
Em muitos municípios do Sudeste, a média de chuva para fevereiro varia entre 200 e 250 mm ao longo de todo o mês. Juiz de Fora registrou mais da metade desse volume em apenas um dia.
Esse tipo de concentração é considerado evento extremo. Estudos meteorológicos indicam aumento na frequência de episódios intensos nos últimos anos, principalmente em áreas urbanizadas com relevo acidentado.
O que pode acontecer após o temporal
Após eventos dessa magnitude, surgem desafios adicionais:
• Risco sanitário devido à água contaminada
• Aumento de casos de doenças transmitidas por contato com enchentes
• Danos estruturais ocultos em imóveis
• Necessidade de reconstrução de vias e sistemas de drenagem
A fase pós-chuva costuma exigir semanas de trabalho das autoridades e apoio contínuo às famílias afetadas.
O que fazer agora se você mora na região
Para quem vive em Juiz de Fora ou cidades próximas, as recomendações são objetivas:
• Acompanhar comunicados da Defesa Civil
• Manter documentos em local seguro e elevado
• Evitar retornar a imóveis interditados
• Registrar danos para eventual solicitação de auxílio
Em caso de risco iminente, a orientação é deixar o local imediatamente e buscar abrigo indicado pelas autoridades municipais.
Chuvas intensas já vinham causando transtornos em outras cidades
Episódios recentes de alagamentos em municípios paulistas também mostraram como temporais concentrados em poucas horas têm provocado enchentes rápidas, interdição de vias e prejuízos ao comércio local. A repetição desses eventos em diferentes cidades de São Paulo, como Caieiras por exemplo, reforça o alerta para o aumento da vulnerabilidade urbana diante de volumes extremos de chuva, cenário que agora atinge Juiz de Fora com consequências ainda mais graves.
O volume extremo registrado em Juiz de Fora reforça o padrão recente de temporais intensos observados em diversas cidades brasileiras. Especialistas alertam que o solo saturado mantém risco elevado de novos deslizamentos, mesmo após a redução da chuva, exigindo monitoramento contínuo nos próximos dias.
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