Se a previsão se confirmar, partes de São Paulo podem receber em apenas dois dias quase toda a chuva esperada para fevereiro. O solo já saturado após temporais recentes reduz a capacidade de absorção da água e amplia o risco de deslizamentos, alagamentos e quedas de árvores entre esta quinta-feira (26) e sexta-feira (27).
Diante da possibilidade de acumulados próximos a 300 milímetros, a Defesa Civil do Estado ativou gabinete de crise e reforçou o monitoramento em regiões vulneráveis, principalmente no litoral, no Vale do Ribeira e na Região Metropolitana. Autoridades alertam que as próximas horas exigem atenção redobrada da população.
Atualização – Municípios iniciam retirada preventiva de moradores
Em cidades do litoral e do Vale do Ribeira, equipes municipais já iniciaram vistorias em áreas com histórico de deslizamentos. Em alguns pontos, moradores foram orientados a deixar residências por precaução.
Onde a chuva deve ser mais intensa
As áreas com maior previsão de acumulado incluem:
- Litoral Norte e Litoral Sul
- Vale do Ribeira
- Serra do Mar
- Região Metropolitana de São Paulo
- Interior com áreas de encosta
Os acumulados podem variar entre 200 mm e 300 mm, volume acima da média histórica mensal de fevereiro em diversas cidades.
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Na capital paulista, o mês já registra índice elevado de precipitação, o que reduz a capacidade de drenagem do solo.
Por que o risco aumentou agora
O agravamento está ligado à combinação de fatores atmosféricos simultâneos:
- Passagem de frente fria pelo litoral
- Área de baixa pressão no oceano
- Atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul
- Transporte contínuo de umidade
Esse conjunto mantém a formação de nuvens carregadas e favorece chuva persistente.
Com o solo já saturado, a água da nova precipitação tende a escoar superficialmente, aumentando o risco de deslizamentos em encostas e enchentes em áreas baixas.
Ventos fortes ampliam o perigo
Além do volume elevado de chuva, há previsão de rajadas entre 60 km/h e 100 km/h em alguns pontos do estado.
Isso pode provocar:
- Queda de árvores
- Interrupção no fornecimento de energia
- Destelhamentos
- Danos estruturais
- Descargas elétricas
Em municípios do litoral, temporais recentes já deixaram centenas de pessoas fora de casa. Até o momento, o estado soma 457 desabrigados, com Peruíbe concentrando o maior número de afetados, além de bloqueios em vias estratégicas e danos estruturais.
O que fazer nas próximas horas
Este é o ponto mais importante para quem está nas áreas de risco.
A Defesa Civil orienta:
- Evitar permanecer em encostas ou próximos a barrancos
- Não atravessar ruas alagadas, mesmo de carro
- Evitar estacionar sob árvores
- Acompanhar alertas oficiais pelo celular
- Procurar abrigo seguro em caso de rachaduras em paredes ou estalos no terreno
Moradores de áreas vulneráveis devem redobrar a atenção durante a madrugada, período em que o volume pode se intensificar.
O cadastro para alertas gratuitos por SMS da Defesa Civil pode ser feito informando o CEP para o número 40199.
Temperaturas mais baixas e instabilidade prolongada
A frente fria também provocou queda nas temperaturas.
Na capital, os termômetros marcaram cerca de 20°C pela manhã, com máxima prevista próxima de 23°C.
Mesmo com possível deslocamento gradual do sistema frontal, a circulação de ventos úmidos deve manter o tempo instável.
Próximas 72 horas serão decisivas
A madrugada desta quinta para sexta concentra o pico previsto de instabilidade e será determinante para medir a dimensão dos impactos no estado. Caso os acumulados se aproximem dos 300 milímetros projetados, áreas com histórico de deslizamentos podem registrar novas ocorrências.
O novo alerta ocorre em um contexto já sensível, após temporais recentes que deixaram centenas de desabrigados e ampliaram o nível de vulnerabilidade em diversas regiões.
O gabinete de crise permanece em monitoramento contínuo e novos alertas podem ser emitidos a qualquer momento, conforme a evolução das instabilidades.
Com o solo saturado e previsão de novos acumulados elevados, o estado entra em uma janela crítica nas próximas horas. Especialistas alertam que, em cenários como este, mesmo volumes menores podem desencadear ocorrências graves. A recomendação é clara: não subestimar os alertas e agir preventivamente pode ser decisivo.
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