Alerta máximo: previsão de 300 mm mantém SP sob risco de deslizamentos e novos desabrigados

Chuva pode concentrar em 48 horas o volume de todo o mês e elevar risco de deslizamentos, bloqueios e apagões em áreas já encharcadas.

Se a previsão se confirmar, partes de São Paulo podem receber em apenas dois dias quase toda a chuva esperada para fevereiro. O solo já saturado após temporais recentes reduz a capacidade de absorção da água e amplia o risco de deslizamentos, alagamentos e quedas de árvores entre esta quinta-feira (26) e sexta-feira (27).

Diante da possibilidade de acumulados próximos a 300 milímetros, a Defesa Civil do Estado ativou gabinete de crise e reforçou o monitoramento em regiões vulneráveis, principalmente no litoral, no Vale do Ribeira e na Região Metropolitana. Autoridades alertam que as próximas horas exigem atenção redobrada da população.

Atualização – Municípios iniciam retirada preventiva de moradores

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Em cidades do litoral e do Vale do Ribeira, equipes municipais já iniciaram vistorias em áreas com histórico de deslizamentos. Em alguns pontos, moradores foram orientados a deixar residências por precaução.

Onde a chuva deve ser mais intensa

As áreas com maior previsão de acumulado incluem:

  • Litoral Norte e Litoral Sul
  • Vale do Ribeira
  • Serra do Mar
  • Região Metropolitana de São Paulo
  • Interior com áreas de encosta

Os acumulados podem variar entre 200 mm e 300 mm, volume acima da média histórica mensal de fevereiro em diversas cidades.

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Na capital paulista, o mês já registra índice elevado de precipitação, o que reduz a capacidade de drenagem do solo.

Por que o risco aumentou agora

O agravamento está ligado à combinação de fatores atmosféricos simultâneos:

  • Passagem de frente fria pelo litoral
  • Área de baixa pressão no oceano
  • Atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul
  • Transporte contínuo de umidade

Esse conjunto mantém a formação de nuvens carregadas e favorece chuva persistente.

Com o solo já saturado, a água da nova precipitação tende a escoar superficialmente, aumentando o risco de deslizamentos em encostas e enchentes em áreas baixas.

Ventos fortes ampliam o perigo

Além do volume elevado de chuva, há previsão de rajadas entre 60 km/h e 100 km/h em alguns pontos do estado.

Isso pode provocar:

  • Queda de árvores
  • Interrupção no fornecimento de energia
  • Destelhamentos
  • Danos estruturais
  • Descargas elétricas

Em municípios do litoral, temporais recentes já deixaram centenas de pessoas fora de casa. Até o momento, o estado soma 457 desabrigados, com Peruíbe concentrando o maior número de afetados, além de bloqueios em vias estratégicas e danos estruturais.

O que fazer nas próximas horas

Este é o ponto mais importante para quem está nas áreas de risco.

A Defesa Civil orienta:

  • Evitar permanecer em encostas ou próximos a barrancos
  • Não atravessar ruas alagadas, mesmo de carro
  • Evitar estacionar sob árvores
  • Acompanhar alertas oficiais pelo celular
  • Procurar abrigo seguro em caso de rachaduras em paredes ou estalos no terreno

Moradores de áreas vulneráveis devem redobrar a atenção durante a madrugada, período em que o volume pode se intensificar.

O cadastro para alertas gratuitos por SMS da Defesa Civil pode ser feito informando o CEP para o número 40199.

Temperaturas mais baixas e instabilidade prolongada

A frente fria também provocou queda nas temperaturas.

Na capital, os termômetros marcaram cerca de 20°C pela manhã, com máxima prevista próxima de 23°C.

Mesmo com possível deslocamento gradual do sistema frontal, a circulação de ventos úmidos deve manter o tempo instável.

Próximas 72 horas serão decisivas

A madrugada desta quinta para sexta concentra o pico previsto de instabilidade e será determinante para medir a dimensão dos impactos no estado. Caso os acumulados se aproximem dos 300 milímetros projetados, áreas com histórico de deslizamentos podem registrar novas ocorrências.

O novo alerta ocorre em um contexto já sensível, após temporais recentes que deixaram centenas de desabrigados e ampliaram o nível de vulnerabilidade em diversas regiões.

O gabinete de crise permanece em monitoramento contínuo e novos alertas podem ser emitidos a qualquer momento, conforme a evolução das instabilidades.

Com o solo saturado e previsão de novos acumulados elevados, o estado entra em uma janela crítica nas próximas horas. Especialistas alertam que, em cenários como este, mesmo volumes menores podem desencadear ocorrências graves. A recomendação é clara: não subestimar os alertas e agir preventivamente pode ser decisivo.

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