Foto: Priscila Prade
Uma história de amor proibido entre dois jovens que termina de maneira trágica. Você já ouviu isso em algum lugar. Sim, a semelhança com “Romeu e Julieta”, de Shakespeare existe. Porém, estamos falando de “O Dibuk”, o mais famoso texto do teatro ídiche, escrito em 1914, pelo dramaturgo e etnógrafo judeu-russo Shloyme Zanvl Rappoprt (1863-1920), de pseudônimo Sch. An-Ski
Para entender um pouco do que trata a obra/espetáculo devemos voltar quatrocentos anos no tempo. Os primeiros pergaminhos dessa lenda têm registro de 1560, com outros contos populares surgidos no mesmo período histórico, cuja ideia comum é o amor impossível e destino predeterminado.
Sch. An-Ski escreve sobre o amor proibido entre Léa, filha de um rico comerciante, e Hanã, estudante de Cabala pobre. Os jovens se apaixonam, porém são separados por convenções sociais, promessas familiares e tragédias. O centro da narrativa é permeado pelo Dibuk, alma errante de um morto que, de acordo com crenças religiosas populares, pode possuir o corpo de um vivo, exigindo rituais exorcistas para a expulsão.
Esta trama pode ser conferida a partir de hoje à noite no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Superprodução com números extraordinários traz direção segura de Marcelo Klabin, texto de Alberto B. Worcman e Paula Targo, consultoria de Luís Alberto de Abreu e elenco com Verônica Goeldi, Luis Vasconcelos, Dagoberto Feliz, Rafael Pucca, Romis Ferreira e outros.
Klabin diz que os 31 atores no palco apresentam, por meio da fusão do drama, música, dança e circo, coreografias envolventes e intensas, criando uma experiência visual/sensorial inesquecível. As mais de 1000 perucas e barbas usadas pelos atores foram tecidas fio a fio e para chegar ao texto final revisaram em torno de quarenta e cinco vezes.
Transformado em musical, claro que a trilha sonora é protagonista. São 44 canções originais inspiradas em melodias ancestrais como o Klezmer, transmitidas ao longo dos séculos numa linguagem própria. O ganhador do Prêmio Shell, Gustavo Kurlat, ficou a cargo da direção musical, assinando as letras ao lado de Alberto B. Worcman. Arranjos e regência são de Vicente Falek e preparação vocal de Tarita de Souza.
Em curta temporada na região central de São Paulo, “Dibuk – O Musical” traz reflexão e perplexidade humanas diante do desconhecido e o confronto com o destino. As sessões acontecem de quinta-feira a domingo. Confira abaixo.
SERVIÇO
Dibuk – O Musical – Da obra original de Sch. An-Ski
Temporada: de 23 de abril a 31 de maio de 2026
Horários: de quinta a sábado, às 20h e aos domingos, às 16h
Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo – SP
Ingressos a partir de R$ 40,00
Inf e vendas: www.sympla.com.br
Bilheteria: Em dia de espetáculo, das 14h até o horário de início da sessão.
Classificação: 12 anos
Duração: aproximadamente 150 minutos
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida








