Prazo do informe do Imposto de Renda 2026 terminou; saiba como resolver se o documento não chegou

Empresas e instituições financeiras já deveriam ter enviado o informe de rendimentos do Imposto de Renda 2026, documento essencial para a declaração referente ao ano-base 2025.

Sem esse informe, o contribuinte pode cometer erros na declaração, cair na malha fina ou atrasar a restituição, problema que pode afetar milhões de brasileiros todos os anos. A Receita Federal cruza automaticamente as informações enviadas pelas fontes pagadoras com os dados declarados.

Em 2025, cerca de 43 milhões de brasileiros entregaram a declaração do Imposto de Renda, segundo dados da Receita Federal. A expectativa é que o número se mantenha elevado em 2026, reforçando a importância de reunir todos os documentos corretamente.

Quem deve receber o informe

A obrigação vale para todas as fontes pagadoras referentes ao ano-calendário 2025. Devem fornecer o documento:

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  • Empresas privadas
  • Órgãos públicos
  • Bancos e corretoras
  • Planos de saúde
  • Entidades de previdência privada
  • INSS, no caso de aposentados e pensionistas

Se o contribuinte teve mais de uma fonte de renda ao longo do ano, deve conferir se recebeu todos os informes necessários.

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Prazo para envio do informe terminou em fevereiro

O prazo legal para que empresas e instituições financeiras disponibilizassem o informe de rendimentos do Imposto de Renda terminou em 27 de fevereiro. Esse documento reúne todos os valores pagos ao contribuinte ao longo de 2025 e os impostos retidos na fonte.

Mesmo após o encerramento do prazo, especialistas recomendam que o contribuinte verifique se recebeu todos os informes necessários, principalmente quando houve mudança de emprego, investimentos em diferentes bancos ou recebimento de benefícios previdenciários.

O que deve constar no documento

O informe de rendimentos reúne as informações que serão confrontadas com os dados declarados pelo contribuinte. Entre os principais itens estão:

  • Total de rendimentos tributáveis
  • 13º salário, férias e bônus
  • Pró-labore
  • Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF)
  • Contribuições ao INSS
  • CNPJ e identificação da fonte pagadora

A Receita Federal utiliza essas informações para cruzamento automático. Divergências podem gerar notificações ou retenção da declaração.

O que pode acontecer se houver divergência

Se os valores informados na declaração forem diferentes daqueles enviados pelas fontes pagadoras, o sistema da Receita identifica a divergência automaticamente. A declaração pode ser retida para análise e o contribuinte pode receber intimação para comprovar os dados.

Em situações mais complexas, a regularização pode exigir envio de documentos adicionais pelo e-CAC, o que prolonga o processo e impede a liberação dos primeiros lotes de restituição.

Em casos extremos, pendências não resolvidas podem deixar o CPF com status de “pendente de regularização”.

Erros mais comuns que levam à malha fina

Especialistas alertam que parte das inconsistências ocorre por falhas simples na conferência dos informes. Entre os erros mais frequentes estão:

  • Esquecer rendimentos de um segundo emprego
  • Não declarar informe bancário de investimentos
  • Informar valor diferente do plano de saúde
  • Declarar dependente que já consta em outra declaração
  • Omitir rendimentos de aposentadoria acumulada com salário

A revisão prévia dos informes reduz significativamente o risco de pendências.

O que fazer se o informe do Imposto de Renda ainda não chegou

Mesmo após o prazo legal, alguns contribuintes ainda relatam dificuldade para obter o documento. Nesses casos, a recomendação é solicitar imediatamente o informe à empresa, banco ou instituição responsável.

Em muitas situações, o documento pode ser baixado diretamente em aplicativos bancários, portais de investimento ou na área do cliente das empresas.

Quem deve ter atenção redobrada

Alguns contribuintes precisam conferir os documentos com ainda mais cuidado:

  • Quem mudou de emprego em 2025
  • Quem recebeu rescisão de contrato
  • Quem fez saque de FGTS
  • Quem vendeu imóvel ou teve ganho de capital
  • Quem recebe aposentadoria e continua trabalhando
  • Quem possui aplicações financeiras

Nesses casos, a chance de divergência é maior se algum informe não for considerado.

Não recebeu o documento? Veja o que fazer imediatamente

Se o informe ainda não foi disponibilizado mesmo após o prazo legal, o contribuinte deve agir rapidamente

  • Solicitar formalmente ao setor de Recursos Humanos ou à instituição financeira
  • Pedir envio por e-mail ou plataforma digital
  • Guardar comprovante da solicitação

Empresas que retiveram imposto na fonte são obrigadas a fornecer o informe. A ausência pode gerar multa administrativa de R$ 41,43 por documento não entregue.

A obrigação de fornecimento do informe integra as normas da Receita Federal relativas ao Imposto de Renda Retido na Fonte.

Aposentados e pensionistas podem acessar o extrato pelo portal Meu INSS, utilizando login Gov.br.

Receita intensifica cruzamento eletrônico de dados

A Receita Federal utiliza sistemas automatizados para cruzar as informações enviadas por empresas, bancos e instituições financeiras com os dados declarados pelo contribuinte.

Esse cruzamento é praticamente imediato. Por isso, qualquer diferença entre o informe de rendimentos e o que for preenchido na declaração pode gerar alerta automático no sistema.

Declaração pré-preenchida depende dos informes corretos

A versão pré-preenchida do Imposto de Renda é abastecida com as informações enviadas pelas fontes pagadoras. Se o informe não for entregue ou contiver erro, os dados podem aparecer incompletos ou divergentes no sistema.

Conferir os informes antes da abertura do prazo reduz o risco de transmitir uma declaração com inconsistências.

Por que organizar tudo agora faz diferença

A declaração do Imposto de Renda 2026 deve começar na primeira quinzena de março, conforme expectativa baseada nos últimos anos. Veja quando começa a declaração do Imposto de Renda 2026.

Quem organiza os informes antes da abertura do sistema tem mais facilidade para utilizar a declaração pré-preenchida, reduzir erros e aumentar as chances de entrar nos primeiros lotes de restituição.

Quem corre mais risco nesta reta final

Contribuintes que tiveram mais de uma fonte pagadora em 2025, mudaram de emprego ou possuem investimentos em diferentes instituições financeiras devem redobrar a conferência dos informes. Nesses casos, a probabilidade de divergência no cruzamento automático da Receita é maior.

Quando começa o Imposto de Renda 2026?

A declaração do Imposto de Renda 2026 deve começar na segunda quinzena de março, conforme o padrão adotado nos últimos anos pela Receita Federal. O prazo costuma se estender até o último dia útil de maio.

Veja calendário completo, regras de obrigatoriedade, tabela progressiva e quem deve declarar o Imposto de Renda 2026, saiba quando começa e o que muda no ano-base 2025.

Após o prazo: confira se todos os informes foram recebidos

Com o prazo para envio dos informes de rendimentos encerrado no fim de fevereiro, especialistas recomendam que os contribuintes verifiquem agora se todos os documentos foram realmente recebidos, especialmente quem teve múltiplas fontes de renda ao longo de 2025.

Deixar para identificar a ausência de algum informe apenas no momento de preencher a declaração pode gerar retrabalho, necessidade de retificação e risco de inconsistências no cruzamento automático realizado pela Receita Federal.

A Receita Federal deve divulgar em breve o calendário oficial da declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos obtidos em 2025, com as datas de envio e as regras de obrigatoriedade.

A orientação é simples: antes da abertura do sistema de declaração, confirme se todos os informes estão em mãos, revise os dados com atenção e acompanhe as divulgações oficiais da Receita Federal sobre o início do prazo de entrega.

Prximo artigo Imposto de Renda 2026: quando começa a declaração, quem deve declarar e regras do ano-base 2025
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