457 desabrigados após temporais em SP; Peruíbe concentra maior número de afetados

Quase 500 mm em 7 dias forçam retirada de famílias e Defesa Civil alerta para risco de novos desabrigados.

As chuvas intensas que atingem o estado de São Paulo já deixaram 457 pessoas desabrigadas, segundo atualização divulgada pela Defesa Civil na manhã desta quinta-feira (26). Do total, 380 estão apenas em Peruíbe, no litoral paulista, cidade que registrou quase 500 milímetros de chuva em uma semana.

O número evidencia que os impactos do temporal já ultrapassaram a fase de alerta e entraram no estágio de resposta emergencial, com famílias acolhidas em ginásios e abrigos municipais.

Peruíbe concentra maior volume e número de desabrigados

Entre os dias 18 e 24 de fevereiro, o acumulado em Peruíbe chegou a 487 mm, conforme dados do Centro de Gerenciamento de Emergências.

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Para comparação, esse volume representa uma parcela significativa da média mensal esperada para o período, o que explica o aumento expressivo de ocorrências na cidade.

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Hoje, o município lidera o ranking estadual de desabrigados.

Municípios com maior número de pessoas fora de casa

  1. Peruíbe – 380
  2. Guarujá – 12
  3. São Luiz do Paraitinga – 11
  4. Mongaguá – 9
  5. Embu-Guaçu – 7
  6. Campos do Jordão – 7
  7. Jundiaí – 6
  8. Marília – 6
  9. Ilhabela – 6
  10. João Ramalho – 6

Os dados são atualizados pela Defesa Civil conforme novas ocorrências são registradas.

Alagamentos, deslizamentos e interdições

Além dos desabrigados, diversas cidades enfrentam danos estruturais e bloqueios de vias.

Em Mongaguá, rios transbordaram e atingiram residências no Centro e na Vila Atlântica. Em Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba, foram registradas movimentações de massa e interdição preventiva de estrada após deslizamento.

Deslizamento De Terra Interdita Estrada Rural Em Monteiro Lobato, No Vale Do Paraíba, Após Fortes Chuvas Que Atingem O Estado De São Paulo.
Trecho da Estrada do Micheleto, em Monteiro Lobato, foi interditado após deslizamento provocado pelas chuvas intensas no interior de SP; não houve vítimas. Foto/Defesa Civil de SP

Bragança Paulista teve queda de ponte e árvores derrubadas. Em Monte Mor, enxurradas arrastaram um veículo com três ocupantes, que sofreram ferimentos leves.

Em Atibaia, um idoso precisou ser removido preventivamente de sua residência após risco estrutural.

Esses episódios mostram que o impacto vai além da chuva intensa e envolve infraestrutura, mobilidade urbana e segurança das famílias.

Operação SP Sempre Alerta está ativa

Diante do cenário, o Governo do Estado mantém ativa a Operação SP Sempre Alerta, criada para atuação preventiva e resposta rápida a eventos climáticos.

A operação funciona principalmente entre dezembro e março, período historicamente mais chuvoso, mas pode ser acionada a qualquer momento em situações de risco.

As equipes realizam:

  • Monitoramento contínuo de áreas vulneráveis
  • Vistorias técnicas
  • Limpeza e desobstrução de vias
  • Apoio logístico aos municípios
  • Distribuição de ajuda humanitária

A mobilização ocorre de forma integrada entre órgãos estaduais e prefeituras.

Situação pode se agravar nas próximas horas

Embora o foco atual esteja nos impactos já registrados, a previsão meteorológica indica que novas áreas podem ser atingidas nos próximos dias. O estado segue sob alerta máximo para chuva extrema, com possibilidade de acumulados elevados em curto intervalo de tempo e risco ampliado em regiões onde o solo já está saturado.

Isso significa que o número de desabrigados pode aumentar caso novos temporais atinjam áreas vulneráveis.

O que acontece com as famílias desabrigadas

As pessoas retiradas de suas casas são encaminhadas para abrigos municipais, ginásios ou residências de familiares.

O suporte envolve:

  • Alimentação
  • Atendimento social
  • Monitoramento de saúde
  • Avaliação estrutural das residências atingidas

O retorno para casa depende de vistoria técnica que ateste segurança da estrutura.

Próximos dias exigem atenção redobrada

Com o solo ainda encharcado e novas pancadas previstas, mesmo volumes menores de chuva podem provocar novos deslizamentos e ampliar o número de famílias fora de casa.

A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo e deve atualizar os dados conforme a situação evolui. Para moradores de áreas vulneráveis, os próximos dias exigem cautela, acompanhamento de alertas oficiais e decisões rápidas diante de qualquer sinal de risco.

Em períodos de instabilidade prolongada, a diferença entre prevenção e prejuízo costuma estar nas primeiras horas.

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