Editorial
1 mês atrás

Vidas pela frente

Nesta edição, estamos diante de mais um Dia das Crianças e dos Professores, momento que deveria ser com homenagem de alegria e respeito. Contudo, os acontecimentos que cercam esses seres que estão apenas começando a vida assim como àqueles que se empenham em ensinar se deparam num mundo do ‘salve-se quem puder’ e acabam por desencontrar as comemorações.

Vidas pela frente
(Imagem: Reprodução)

No caso das crianças, muitas vezes sem culpa, em razão da inocência, já se veem obrigados a ter experiências desagradáveis que chocam, entristecem e nos fazem refletir.

Quem diga a família de Raíssa, de apenas nove anos, moradora do Morro Doce, morta de forma cruel por um amigo três anos mais velha do que ela, também uma criança.

E assim vai seguindo a humanidade, assistindo a absurdos como esse crime que, diante das emissoras foi divulgado, mas que como esse, tantos outros sequer tiveram repercussão. Assim também com a violência impetrada contra os professores, profissão de valor e respeito em anos nem tão passados, hoje com manchas de medo e pavor.

O mundo se tornou violento e está sem controle, é verdade, principalmente porque está atingindo duas classes intocáveis como as crianças e educadores.

Além de inaceitável é vergonhoso acompanhar os noticiários, cada vez mais constantes envolvendo quem deveria ser inatingível. Enquanto as feridas sangram e não cicatrizam, é importante que que o bom senso de que tem poder para virar essa realidade cada vez mais assustadora seja instigado para que mudanças comecem a ocorrer.

Se por um lado as crianças estão se excedendo e se envolvendo cada vez mais cedo com coisas que não deveriam, por outro, os professores não querem mais ministrar aulas para pequenos audaciosos e corajosos jovens malvados e que, desrespeitosamente não se importam com a hierarquia ou importância do educador.

Em outro momento, a reflexão deve ser direcionada, não somente aos políticos, mas também aos senhores pais que não impões limites, não dão a atenção devida em razão da falta de tempo ou outros fatores imprescindíveis à formação do caráter.

Há de se lembrar que a tecnologia invadiu a vida das pessoas, crianças e professores e, por causa de tantas facilidades, muitos estão se tornando adultos precocemente. Nesse contexto, com tantas informações ruins à solta, manter o controle fica ainda mais difícil, se somar a esse detalhe as leis que dão força para tanta falta de limites.

É preciso mais ação, fazer de verdade. Isso se estende a juízes, conselheiros tutelares, direitos humanos e demais representantes legais

Bem por isso que é iminente uma reflexão, afinal, estamos diante de sucessivas e crescentes falhas que, se não forem estancadas, representarão a extinção de uma comemoração seja para as crianças, seja para os professores.

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