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Nelson de Souza Lima » Entretenimento
6 meses atrás

Velozes e ainda mais furiosos

Valeu a pena esperar. Após a edição do ano passado os fãs dos Big Foot não se decepcionaram e deliraram com o Monster Jam 2018. No último sábado, 15 de dezembro, oito dos mais famosos Monster Trucks do planeta invadiram a Arena do Timão para fazer o que sabem de melhor: manobras insanas e iradas. Os pilotos mostraram os tão esperados backflips (no qual os caminhões giram 360º graus em pleno ar), os zerinhos (onde giram no próprio eixo levantando poeira), além de outras manobras sensacionais.

Velozes e ainda mais furiosos
El Toro Loco - Pilotado por Armando Castro - Campeão com 29 pontos no geral (Foto: Leticia Nunes)

A fórmula é a mesma. Os gigantes se enfrentam em quatro provas diferentes: Corrida lado-a-lado, competição em duas rodas, Donut Competition (zerinho) e freestyle. Os fãs votavam por um aplicativo no celular e quem obtivesse maior pontuação geral vencia. Cabe ressaltar que o público foi muito bom.

Tudo o que envolve o Monster Jam é gigante. Os caminhões-monstros são a cereja do bolo de um evento que realiza 350 provas ao longo do ano em vários países e mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Em turnê pela América Latina o Monster Jam passou por Costa Rica, Chile e Argentina. O evento no Brasil fechou o calendário 2018.

A Arena Corinthians recebeu os trucks Grave Digger, El Toro Loco, Pirate’s Curse, Monster Energy, Monster Mutt Dallmatian, Zombie, Megalodon e Max D.

Scooby Doo não veio dessa vez para tristeza de muitos, especialmente as crianças que veem os pilotos como verdadeiros heróis. Mas os adultos também curtiram bastante, entre eles, esse que escreve.

Confesso que estava torcendo pelo Grave Digger pilotado pelo gente fina Randy Brown. Contudo o Digger acabou ficando em quarto lugar na prova da tarde.

Antes do show troquei uma ideia com Brown que estava animado por vir ao nosso país.

Brown fez sua estreia no Monster Jam Brasil. “É incrível. Estamos aqui há uma semana e sei que vamos proporcionar um grande show pro público”, disse.

Sobre as dificuldades de dirigir um Big Foot Brown afirmou brincando que o mais difícil é manter o caminhão parado por mais de dois minutos.

 Grave Digger – Pilotado por Randy Brown (Foto: Leticia Nunes)

“Eu gosto de saltar e fazer coisas estúpidas. Eu amo o que faço e quero fazer os fãs felizes”, alegou Randy Brown.

Um dos mais experientes pilotos do cast pilotando há vinte anos se diverte ao falar que a preparação mais importante pra ele é do físico já que não usa o cérebro.

“Simplesmente ligo o motor, acelero e vou”, gargalhou o piloto do Grave Digger.

Única mulher na competição desse ano Candice Jolly pilota o fofinho Monster Mutt Dallmatian, com a carenagem de um simpático dálmata.

Competindo no Monster Jam há treze anos ela diz que os caminhões são iguais tanto pra homens quanto pras mulheres.

“Não temos a mesma força física dos homens para aguentar os impactos, mas fazemos as mesmas coisas que eles e até melhor”, afirma rindo.

Perguntada sobre a preparação para pilotar um Big Foot ela diz que tem que combinar a mente e o corpo.

“Tem que ter força pra pilotar um truck, pois exige muito esforço. Mas definitivamente o preparo mental é fundamental para suportar a pressão, pois lá dentro é rock and roll, afirma Candice.

Plaza del Toro Loco

Se nas touradas a gente torce pelo bovino no Monster Jam não é diferente. El Toro Loco, pilotado por Armando Castro de ascendência latina, criou empatia com o público. Numa tarde realmente espetacular Castro ganhou a pontuação geral vencendo três provas: corrida lado-a-lado, competição em duas rodas e freestyle. Só não levou a Donut Competition, vencida por Stephen Sims pilotando o Monster Energy. No geral Armando Castro acumulou 29 pontos, com Monster Energy em segundo.

O piloto do El Toro Loco estreou no Monster Jam Brasil em grande estilo substituindo Mark List que correu em 2017.

Antes do show Castro estava ansioso e tinha certeza que ia se dar bem.

“Estou super feliz em encontrar os fãs brasileiros que são irados. Vou proporcionar um ótimo show pra eles”, disse

Praticamente um novato no Monster Jam Armando Castro está no terceiro ano de competições. “Foi um desafio quando comecei a pilotar Big Foot. Mas na medida que fui competindo em grandes arenas passou a ser divertido”, afirma.

Sua prova favorita é o freestyle. “Temos apenas dois minutos pra mostrar o que sabemos e isso é o que me empolga”, conclui Castro.

Que venha o próximo Monster Jam.

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