Editorial
2 meses atrás

Um ato de covardia

Tem sido assustador e preocupante ver com tanta frequência casos de agressões contra a mulher no Brasil. O feminicídio, por exemplo, é um crime que comove e causa arrepios quando são divulgados detalhes do que e o porquê levaram a pessoa a cometer o ato.

Um ato de covardia
(Foto: Reprodução)

Além da agressão física, garrafadas, uso de facões, tiros e demais objetos, tudo o que aparece pela frente é utilizado pelo agressor e nos faz crer que o ódio tem dominado o coração do ser humano nos último tempos.

Nada justifica o que tem ocorrido, muito menos o excesso de violência empregado pelos agressores suspeitos em geral, companheiros ou ex-companheiros das vítimas. O que se sabe é que na maioria das vezes, o crime está arrolado ao fim de um relacionamento que não é bem aceito pelo homem que ainda se acha dono de sua parceira.

O número de casos nos últimos meses tem sido assustador e como maior visibilidade nos dias de hoje, o tipo de crime tem chamado a atenção das autoridades. Para se ter ideia, apenas na primeira semana de 2019, ao menos 12 feminicídios foram registrados no País, a maior parte deles em São Paulo e Rio de Janeiro, estados com alto índice de criminalidade.

Um dos casos que mais repercutiu foi o de Tamires Blanco, 30, encontrada na casa onde morava, em Piedade, zona norte do Rio. Ela foi morta a garrafadas na cabeça desferidas por seu ex-parceiro, com quem estava havia dois anos. Sem nenhum pudor ele matou e ainda deixou a filha de 11 meses do casal sobre o corpo da mãe. Assim, ela foi encontrada pela família que se chocou com a cena.

Difícil achar palavras para casos de covardia como esse que sempre existiu, mas agora com as mulheres denunciando parece ter aumentado ao invés de diminuir.

O feminicídio é apenas a ponta do iceberg da violência contra a mulher e representa o desfecho mais extremo do problema que tem como principal deles a ofensa verbal, seguida da ameaça de violência física. Ou seja, fica-se sabendo de casos assim apenas quando a mulher vem a óbito, mas pelo Brasil afora muitos casos de violência contra a mulher são registrados a todo instante. Os números podem ser ainda maiores, já que muitas mulheres não denunciam e se fazem valer da Lei Maria da Penha que mudou um pouco esse cenário. Outros casos, porém, a Lei não se mostra efetiva em razão das próprias autoridades jurídicas afinarem para o lado do criminoso que fica impune e disponível para voltar a cometer a agressão que, em alguns casos, acaba em morte.

Seja como for, é preciso parar com a estupidez e com a violência, respeitar uns aos outros, valorizar a vida e promover o perdão, principalmente entre casais que escolheram ficar juntos um dia.

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