Editorial
5 meses atrás

Tragédia anunciada

É sempre assim. Depois que acontece, aparece uma monte de gente dizendo que já existia isso ou aquilo, mas providências mesmo antes do pior ocorrer, nenhuma. Assim se resume mais um capítulo que parte para ser trágico envolvendo a queda do antigo prédio da Polícia Federal que desabou na madrugada do feriado de 1º de maio em São Paulo.

Tragédia anunciada
(Foto: Javam Alves)

A tragédia, mais que anunciada, infelizmente, tomou proporções de dimensões assustadoras quando o resultado veio arrebentando tudo e todos chegando a ser calamitoso. Nessa hora buscar culpados e empurrar a responsabilidade um para o outro também vira um jogo ridículo e irritante de se ver.

Assim tem sido com esse mais um episódio que estava sob os cuidados dos poderes constituídos. Todos que apareceram até o momento, União, Estado e Município, alegaram já existir tratativas em andamento antes da queda do prédio, mas como sempre, sem uma solução que agora não será outra a não ser remover escombros e recolher corpos.

Nessa vertente, aparecem também os ocupadores do espaço que de forma irregular invadiram o ambiente na tentativa de formar um lar, ainda que de forma errada, se arriscando ao abrigar-se em imóveis abandonados como esse que tem aos montes nessa região de São Paulo.

Para piorar, tudo leva a crer que um acidente doméstico foi o causador do incêndio finalizado com o desabamento do prédio. Contudo, buscar culpados em um momento como esse é complicado e insano.

Só não mais difícil que o trabalho dos bombeiros incansáveis realizando uma atividade árdua e desgastante. Logo eles que na maioria das vezes cumprem seu papel vistoriando essas moradias e decretando não existir condições de habitação, recomendando a desocupação nem sempre atendida pelos poderes que entram em conflito, cada um defendendo seus interesses.

Nessa briga, aparecem os aproveitadores. No caso em questão, a informação passada por quem residia no local é de que moradores ligados ao Movimento por Moradia Digna pagavam um aluguel entre R$ 350 e R$ 500 para viver no imóvel.

Difícil entender, muito menos aceitar. Nessa história, todos têm uma parcela de culpa. Sejam as autoridades, sejam os líderes do movimento, sejam os invasores, não está certo… aliás… Está tudo errado.

O fato é que mais uma vez a tragédia era anunciada e ninguém se mexeu como deveria para evitar o óbvio. Outros tantos que estão expostos só esperam outra tragédia acontecer se providências não forem tomadas. Com a palavra, as autoridades.

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