Editorial
1 mês atrás

Todos serão iguais no momento final

Muitas coisas boas e atos solidários ganharam ênfase durante a essa pandemia imposta pelo novo coronavírus. O momento é crítico, triste e merece mesmo que façamos a diferença. No entanto, infelizmente existem aqueles que fazem questão de deixar a situação ainda mais complicada do que já está.

Todos serão iguais no momento final
(Foto: Reprodução)

O mundo inteiro tem problemas em razão da doença e o Brasil ao lado dos EUA, países com maior número de casos, ganharam as manchetes dos jornais devido à violência e o racismo. São situações que deixam as pessoas perplexas.

Por aqui, um cidadão que bebeu demais se alterou e ameaçando agredir a esposa, usou de todos os piores adjetivos existentes para atacar moralmente um policial militar, acionado para atender a ocorrência.

Arrogante, prepotente e desprezível, quis se valer de ter uma vida acima da média dos brasileiros para esculachar o PM que apenas cumpria seu dever. Com palavrões dos mais variados e mostrando ter influência, o que o fez se sentir maioral, humilhou o policial que sai de casa doando sua vida para salvar a do próximo.

Mais indignante ainda é o desfecho dessa história. Como já era esperado, o autor dos ataques discriminatórios saiu antes dos policiais da delegacia. Disse não se lembrar de nada e foi liberado.

Enquanto isso, na terra do ‘Tio Sam’, atos racistas voltaram a ganhar evidência, embora por lá nuca tenham sido esquecidos definitivamente. A guerra entre branco e negros parece não ter fim.

Desta vez, uma onda de protestos foi realizada, após a divulgação de um vídeo que mostra um homem negro imobilizado por um policial branco com os joelhos em seu pescoço e costas, em Minneapolis. A agressão durou cerca de oito minutos e o rapaz foi declarado morto ao chegar no hospital.

O racismo é meio complicado de ser abordado em qualquer situação e lugar, uma vez que as próprias vítimas acabam por praticá-lo. Não dá para generalizar, mas infelizmente acontece. Quando um caso ganha repercussão, comove, mas logo as pessoas esquecem. É uma pena, porém a raiva e a frustração que vemos em atos e protestos, mostram que o ser humano pouco evoluiu desde o pecado original da escravidão.

A verdade é que, mesmo em meio a tantos exemplos, principalmente nos EUA, ninguém deveria se orgulhar pelo fato de não mais se vender ou comprar seres humanos. Perante à morte, momento final da vida de brancos ou negros, seremos todos iguais.

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