Editorial
1 mês atrás

Remando contra a maré

Não bastasse as mais de 100 mil vidas perdidas em decorrência da Covid-19 no Brasil, marca alcançada no domingo, 9, a violência continua matando, muitas vezes sem precedentes, e tornado ainda maior o luto no País. Para piorar, novamente atos de racismo e abuso de poder foram registrados.

Remando contra a maré
(Foto: Reprodução/Pixabay)

No caso das mortes, é de se lamentar a quantidade de pessoas que tiveram a vida ceifada pela doença que chegou sem pedir licença, contou com a lambança dos governantes da nação e vitimou um número de pessoas equivalente à população de cidades como Santana de Parnaíba, Mogi Mirim, Caieiras, entre outras.

O povo se perdeu entre as diferentes ordens dos governos federal, estadual e municipal sobre o que de fato fazer em relação à doença e o resultado é de se lamentar. Mais de 100 mil vidas perdidas e o número pode aumentar caso o povo também não se conscientize da situação que ainda não está controlada, pelo contrário está se espalhando por conta da falta de bom senso de alguns.

Não menos triste é ver três policiais sendo mortos covardemente como o que ocorreu em São Paulo. Eles foram atingidos por um falso policial que escondia uma segunda arma e atirou sem dó nos PMs.

Cruel e lamentável, o que chama atenção é a comoção de menor proporção quando quem morre é o polícia e não o criminoso. Seria até cômico se não fosse trágico, mas essa é a realidade. Quando o PM mata mesmo a vítima sendo um criminoso com ficha extensa, é condenado pela sociedade. Uma pena não ser assim quando quem morre é uma pessoa de bem.

Não que justifique, mas que alguns dão margem para que as pessoas julguem, isso dão. Vejamos o que ocorreu no Rio quando dois policiais abordaram um jovem dentro de um shopping de forma truculenta só por ele ser negro.

O moço que foi até a loja trocar um presente que pretendia dar ao pai foi surpreendido ao ser arrastado pelos PMs e levado para uma sala isolada sem ao menos ter a chance de mostrar a nota fiscal do produto o que estava fazendo dentro do shopping. Vício de comportamento, falta de treinamento ou racismo, não importa. Está errado.

Por falar em racismo, que parece não ter fim em vários lugares do mundo, em Valinhos, SP, um entregador de alimentação foi humilhado por um morador de um condomínio. A cena se repete e revolta, deixando claro que a sociedade está cada vez mais doente e prefere agir dessa maneira ao invés de buscar a paz de espírito e fazer bem ao próximo, de verdade.

Enquanto essa canoa chamada mundo não virar, vamos remando contra os que preferem jogar a âncora.

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