Editorial
4 semanas atrás

Que a vacina vença a disputa pelo poder

Os interesses, mais uma vez, estão sendo sobrepostos na tomada de decisão em nosso País. A pauta da vez é a vacina contra a Covid-19 e tudo indica que o povo é quem sofrer em razão dessa briga de egos entre os poderes.

Que a vacina vença a disputa pelo poder
(Foto: Reprodução)

As diferenças políticas do governo Bolsonaro e a gestão Doria ganharam repercussão nas últimas semanas evidenciando que a população nunca é priorizada quando o assunto é saúde pública.

O assunto é sério e deveria ser tratado internamente para evitar colocar mais medo nas pessoas que temem a doença, em meio a tanta desinformação disparada desde o começo da pandemia. No entanto, o que vimos são belas entrevistas de ambos os lados defendendo interesses sem pensar no bem comum, ou seja, no povo brasileiro.

O Brasil, apesar de representar apenas aproximadamente 2,7% da população mundial, já responde por quase 10% das mortes pelo coronavírus no mundo. Embora para alguns esses números aparentem baixa representatividade se comparada a óbitos por outras causas, é difícil explicar para as mais de 157 mil famílias que perderam entes queridos que a doença não é tão letal assim. Só sentem aqueles tiveram a vida ceifada de um pai, uma mãe, avó, tia ou amigo pela Covid-19.

Para eles e outras milhões de pessoas, apenas a vacina poderá colocar um fim nessas mortes. Contudo, a briga política pode atrapalhar e atrasar a vinda dessa que pode ser solução contra a doença.

Se não existiu colaboração quando do surgimento da doença, pois cada um defendia suas teses, mesmo não sendo médicos e especialistas, que agora chegassem a um acordo sem guerra em busca de incentivo a cura do coronavírus.

Existem estudos pelo mundo todo e São Paulo, estado com maior número de mortes, também está inserido nesse quesito e busca contribuir por meio do conceituado Instituto Butantã, de alguma forma.

É hora de deixar de lado o ego e pensar no bem comum. Alguma ação precisa ser tomada e os estudos e estudiosos devem ser explorados para que se consiga algo capaz de brecar a doença. Nesse momento, não importa quem está por trás, mas sim nos bons resultados que devem ser buscados incessantemente.

Não importa quem será o ‘pai da criança’, mas sim chegar a uma vacina capaz de trazer de volta a tranquilidade as pessoas que só querem sua vida normal de volta.

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