Música
Nelson de Souza Lima » Música
2 meses atrás

Poesia que dá samba

Segundo o Aurélio, “sacrário”, é um lugar onde se guardam coisas sagradas. Partindo dessa explicação, e ao ouvirmos o novo álbum da cantora/compositora Valéria Oliveira o título de seu décimo trabalho é apropriado.

Poesia que dá samba
Foto: Reprodução

“Sacrário”, com distribuição da Tratore, também disponível nas plataformas digitais traz 14 faixas que são obras sagradas do universo desta artista natalense. Entre autorais e de outros compositores “Sacrário” é imersão na alma de Valéria, evidenciando arranjos requintados e sambas de muito bom gosto. Da primeira à última canção tudo se encaixa: instrumental, vozes, coro, ritmo e poesia em doses generosas.

A produção ficou a cargo da própria cantora e de Jubileu Filho que também dividiu os arranjos com o Maestro Rildo Hora. Um álbum elegante no qual fica difícil pinçar um destaque, em meio a tantas belas músicas. As participações são mais que ilustres. Leila Pinheiro marcou presença em “Alento”, Simona Talma mostra personalidade ao interpretar “Um Simples Olhar”, Daúde dá o tempero soteropolitano em “Gente” e Leci Brandão cedeu “Essa tal Criatura”, Madrinha artística de Valéria Oliveira, a cantora carioca emprestou seu talento num dueto bacanudo e novo arranjo de Rildo Hora.

A faixa-título homenageia o(as) sambistas potiguares, enquanto “Rosa de Aroeira” integrou a trilha sonora do curta documental homônimo, de Mônica Mac Dowell, homenagem às mulheres da comunidade do Reduto/São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Enfim, “Sacrário” é um álbum feito com poesia, atitude e talento feminino de Valéria Oliveira, excelente representante da nossa música, indo além do samba. Confira.

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