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Nelson de Souza Lima » Música
1 mês atrás

Os Frenéticos Dancin’ Day’s no Teatro Opus

Em cartaz no Teatro Opus, do Shopping Villa-Lobos, o musical “Os Frenéticos Dancin’ s Days” deve manter o mesmo sucesso da temporada carioca na qual foi visto por mais de 60 mil pessoas. A super produção é uma viagem aos anos 70, em plena ditadura militar, resgatando o glamour e misticismo da casa noturna Frenetic Dancing’ Days, que apesar de ter existido por apenas quatro meses ditou moda, comportamento, celebrando a liberdade em um dos períodos mais negros da história de nosso país.

Os Frenéticos Dancin’ Day’s no Teatro Opus
(Foto: Reprodução)

A Frenetic Dancing’ Days, foi uma discoteca (termo da época) surgida em meio a explosão da dance music que bombaba em Nova York. As pessoas clamavam por liberdade e diversão, sendo que dançar era o objetivo maior. Navegando nessa onda e com intuito de “causar” na noite carioca os amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma inaguraram ca casa em 5 de agosto de 1976. Praticamente foi o marco da chegada da disco music ao Brasil.
Na pista a feverção era total, o público “abria as asas e soltava as feras”, enquanto nomes de destaque da música brasileira da época mandavam ver no palco. Se apresentaram na casa, entre outros, Lady Zu, Banda Black Rio, Tim Maia, Rita Lee (ainda com o Tutti-Frutti), Raul Seixas e Gilberto Gil.

Outro grande fenômeno musical da era disco brasileira surgiu na própria casa: o sexteto As Frenéticas. As garotas foram contratadas inicialmente pra trabalharem como garconetes e fazerem uma pequena apresentação na madrugada. O sucesso foi tanto que Leiloca, Sandra Pera, Lidoca, Edyr, Dhu Moraes e Regina Chaves abandonaram as bandejas e alçaram o estrelato com sucessos inesquecíveis como “Dancin’ Days” e “O Preto que satifaz”.

Pra resgatar todo o clima e porraloquice da época a produção se cercou de extraordinários profissionais com um resultado espetacular.
O texto é assinado por Nelson Motta (um dos fundadores da casa) e Patrícia Andrade, a direção musical traz Alexandre Elias com a coreografia de Deborah Colker e Jacqueline Motta. Colker é também responsável pela Direção geral.

Uma das mais premiadas coreógrafas brasileiras no exterior ela ratifica sua paixão pela dança. “Adoro dançar e a dança. Tudo que se movimenta. E para dançar você precisa de música. E música boa é a junção perfeita. E não tem como o Dancin’ Days não ter isso. É música muito boa, é a melhor. É um iluminismo”, atesta Deborah Colker.

Alejandre Elias acompanhou o espírito disco inovando ao trazer um DJ pilotando a música ao vivo. “Quando a Joana Motta me convidou para esse projeto, ela veio com essa ‘sacada” que iríamos contar a história de uma discoteca e que devíamos ter um DJ. No caso do Dancin’ Days o DJ Dom Pepe era figura central”, diz ele.
“Foram meses de pesquisa para construir os arranjos e acabei optando pela técnica dos samples. Estamos usando tecnologia de ponta nessa área, misturei elementos dos arranjos originais, que são clássicos presentes na nossa memória afetiva, com ideias minhas e da direção, para chegarmos ao resultado final”, atesta Alexandre Elias.

E o resultado é esta superprodução a qual traz um elenco com 17 atores e seis bailarinos encabeçado por Érico Brás e Bruno Fraga. Entre tantos hits da Era Disco são relembrados, entre outros, “I Love The Nightlife”, “You Make Me Feel”, “We Are Family”, “Y.M.C.A”, “Stayin’ Alive”, além dos sucessos das Frenéticas.

A casa que encerrou atividades por questões contratuais volta com tudo neste belo show.

Mais do que nunca é pra dançar bem, dançar mal, dançar sem parar, sem saber dançar.

Serviço
Os Frenéticos Dancin’ Days
Teatro Opus
Av. das Nações Unidas, 4777. Shopping Villa-Lobos
Duração: 120 minutos
Classificação: 12 anos
Horários: Sextas-feiras: 21h – Sábados: 17h e 21h – Domingos:18h
Ingressos: De R$ 35,00 a R$ 170,00
www.teatroopus.com.br

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