Editorial
2 meses atrás

Não escolha seu ladrão

Os acontecimentos envolvendo a política no Brasil deixam cada vez mais o povo perdido e sem saber o rumo a tomar. É tanto escândalo que está cada vez mais difícil escolher quem poderá nos representar politicamente no município, estado ou País.

Não escolha seu ladrão
Foto: Reprodução/Pixabay

Pessoas de boa índole que chegam com a proposta de mudar, esbarram no sistema e senão se corromperem, acabando caindo por não conseguirem cumprir com a maioria de seus objetivos.

Ser político por aqui é uma tarefa complicada, embora prazerosa para muitos e rentável, muito rentável para tantos outros. Principalmente aos que se candidatam em busca de fama e poder, esquecendo o alvo principal, nada mais, nada menos que o povo que o elegeu.

Mesmo aqueles que se dispõem a buscar o certo e serem bem-intencionados se deixam levar pelas benesses e acabam com a pecha de ladrão. Não é fácil e ninguém disse que seria.

Com a maioria dando maus exemplos, não tem como esperar que o povo seja honesto, apesar de que caráter é algo que independa da política, cargo, função, raça ou credo. Sem contar a impunidade que encoraja maus feitores a roubarem ao invés de ser um cidadão de bem e procurar emprego. Tudo envolve a política.

Por essas e outras que político com fama de ladrão no Brasil é comum e eles são os que mais causam prejuízos aos cidadãos. Segundo o pensador Voltaire, existem dois tipos ladrões e as definições o diferenciam. O bandido comum que rouba sua carteira, dinheiro, relógio e seus pertences. E o político que lhe tira o futuro, conhecimento, sonhos, saúde, educação, salário, suas forças e até o seu sorriso.

Ambos merecem punições. Mas vale lembrar que existe uma diferença entre eles e, nesse caso, cabe à população cumprir seu papel de votar certo já que o bandido comum te escolhe para roubar seus bens e você se torna refém sem ao menos esperar. Já o mau político é escolhido por você que o coloca em lugar de destaque para te roubar.

Depois de ganhar poder dado por nós, eles recebem proteção, na maioria das vezes, da polícia que nas ruas procura o ladrão de bens materiais e que dos ‘colarinhos brancos’ não tem muita autonomia.

O ano não é de eleição, mas quem está lá nos representando merece ser observado e julgado. Isso nos fará pensar bem antes de escolher uma pessoa para nos roubar ao invés de representar.

A definição de Voltaire pertence ao século 18, mas qualquer semelhança, não é mera coincidência e ela se encaixa muito bem no Brasil atual. Infelizmente.

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