Caieiras
1 semana atrás

Morte em maternidade vira caso de polícia em Caieiras

A morte de bebês durante partos na Maternidade Estadual de Caieiras acabou virando caso de polícia. Com tamanha repercussão, sobrou cobrança até para a prefeitura que, nesse caso, não tem responsabilidade em razão do serviço prestado ser de competência da Secretaria Estadual de Saúde.

Morte em maternidade vira caso de polícia em Caieiras
Somente o prédio que abriga a maternidade de Caieiras pertence ao município. A responsabilidade do atendimento e prestação de serviços pertence ao Estado (Arquivo RN)

O jornal Regional News já foi procurado algumas vezes para tonar público situações envolvendo problemas com a unidade em relação a partos. Em 2015, nos meses de junho e julho, duas mães que perderam seus bebês à espera do parto não pouparam críticas ao hospital maternidade.

Desta vez, a polícia civil de São Paulo foi acionada e investiga outras mortes de crianças. Dra. Virgina Sellmer, em entrevista a Globo News, confirmou a existência de inquéritos gerados por meio de boletins de ocorrência que indicam morte suspeita dos bebês na maternidade de Caieiras.

Mãe que perdeu o bebê durante o parto na maternidade de Caieiras fez desabafo nas redes sociais (Arquivo Pessoal)

O caso mais recente é de Verônica Silva Alves, de 35 anos, que nas redes sociais alega ter sido “pressionada”, “judiada” e “ameaçada”, inclusive sendo chamada de “preguiçosa” por supostamente não fazer força suficiente para que o bebê nascesse por parto natural, mesmo o raio-x apontando que o bebê estava sentado.

A mãe da criança relatou que a equipe médica ‘forçou’ o nascimento do bebê por parto normal, que foi pressionada por várias horas até sentir que o bebê estava sem vida. Só então foi feito o parto por cirurgia cesárea.

O outro lado
Com tamanha repercussão, a reportagem procurou o prefeito Gerson Romero para que se manifestasse e explicasse quais providências está tomando, mesmo a prefeitura não sendo diretamente responsável pela maternidade. “Por infelicidade, bebês vieram a falecer. Como meu nome foi citado nas redes sociais, cabe esclarecer que o prédio é da municipalidade, mas onde funciona a maternidade foi cedida para o Governo do Estado. Mesmo assim, por se tratar de um assunto sério, me reuni com os vereadores e vamos nos encontrar com o diretor da unidade em busca de esclarecimentos”, declarou.

Já a Maternidade Estadual de Caieiras informou que a Sra. Verônica Silva Alves teve todo o atendimento necessário na unidade. Segundo ela, todos os protocolos clínicos foram devidamente seguidos. A paciente deu entrada na noite do dia 5 de setembro e foi imediatamente atendida e acompanhada pela equipe médica do hospital, para evolução do parto normal, com avaliações médicas e exames para verificar os estados de saúde da mãe e do bebê. Durante uma das avaliações, foi detectada mudança de posição do feto e frequência cardíaca. Em razão disso, a equipe optou por fazer uma cesárea. Durante o procedimento foi constatada ruptura longitudinal do útero, que causou óbito fetal. Para preservar a vida da mãe, foi realizada histerectomia (retirada do útero) de emergência.

Finalizou informando que a unidade é solidária à perda do bebê e que está à disposição para quaisquer esclarecimentos a quem tenha interesse.

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