Editorial
3 meses atrás

Memória com cinzas de uma catástrofe cultural

É difícil aceitar que depois de tantos alertas e denúncias, sem resposta ou providências, de forma catastrófica, perdemos o Museu Nacional consumido pelas chamas. Ver cada pedaço de um acervo único sendo destruído pelo fogo foi de cortar o coração, principalmente dos saudosistas.

Memória com cinzas de uma catástrofe cultural
(Foto: Reprodução)

A tragédia cultural que poderia ter sido evitada e não foi justamente pelo desinteresse e falta de manutenção foram as principais causas para o início do incêndio que acabou com um patrimônio cultural riquíssimo, mas abandonado.

O desastre anunciado, coincidentemente, ocorreu em plena semana da pátria agora boa parte dela transformada em cinzas. Nada explica, justifica ou serve de desculpa. Foi uma tragédia preparada pouco a pouco, ano a ano, dia a dia.

As confirmações do abandono surgiram em meio ao trabalho do Corpo de Bombeiros que confirmou não haver equipamento antifogo, tampouco água nos hidrantes para abastecer as mangueiras dentro do principal museu do País.

Talvez não fosse do conhecimento de muitos, mas esse importante espaço cultural estava largado. Uma boa parte disso foi promovida pelo cortes em verba que deixaram o museu como última opção e sendo tomado pelos cupins e agora pelo fogo.

É inaceitável saber que cortaram recursos onde já faltavam e não onde está sobrando, ou seja, nesse estado brasileiro inchado e incompetente. Em pleno ano eleitoral fica a pergunta: quem não sabe cuidar do passado, que futuro pode ter? Mas pouco se viu os que pretendem assumir a presidência comentar sobre o que ocorreu. O interesse deles, muitos parte do governo tentando a reeleição, nesse momento é angariar votos custe o que custar.

Dos atuais responsáveis, agora só ouvem lamentações apontando para uma perda incalculável e com a promessa de que não serão medidos esforços para recuperar o museu. Fizessem antes. Não tem como levantar mais nada das cinzas, mas nem em um passe de mágica. Muitas peças e obras se perderam, entre elas objetos ancestrais.

Se é que tem como minimizar o estrago, ao invés de prometer empenho agora que tudo aquilo que virou cinzas, teria sido mais coerente ter prevenido antes do que estava prestes a acontecer. Saliva não apaga fogo. O mesmo que queimou na semana da pátria um patrimônio histórico, de ciência e arte. Um verdadeiro desleixo, irresponsabilidade e falta de nacionalidade dos culpados por essa tragédia. Mais uma que entra para a história de fatos ruins desse País chamado Brasil.

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