Caieiras
3 semanas atrás

MD Papéis é vendida por 100 milhões de Euros

MD Papéis é vendida por 100 milhões de Euros
(Foto: Reprodução)

Mais uma conhecida empresa com sede em Caieiras foi vendida. A Ahlstrom-Munksjö acertou a compra da fábrica de papéis especiais da MD Papéis por EUR 100 milhões. Tradicional papeleira paulista, a MD é parte do grupo Formitex e ainda opera uma unidade fabril, em Limeira (SP). A finlandesa é uma das maiores fabricantes mundiais de papéis especiais, com vendas líquidas de EUR 2,2 bilhões por ano.

Em comunicado, a Ahlstrom-Munksjö, que tem fábricas em Jacareí (SP) e Louveira (SP), informou que as vendas líquidas da unidade adquirida totalizam aproximadamente EUR 80 milhões por ano, com resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de EUR 13 milhões no ano passado.

O preço de aquisição é líquido de dívidas e o Citibank vai financiar a aquisição. As sinergias anuais, geradas a partir de negócios sobrepostos, podem chegar a EUR 6 milhões. O portfólio de papéis produzido em Caieiras, informa a Ahlstrom-Munksjö, é complementar e 80% das vendas se encaixam nas soluções oferecidas pela companhia. A fábrica tem capacidade para 72 mil toneladas anuais de papéis decorativos, filtrantes, auto-adesivo e embalagens flexíveis.

Conforme a multinacional, a transação deve ser concluída no terceiro trimestre e abre oportunidades de crescimento futuro. “A fábrica dá acesso à produção local de papéis para decoração, fortalecendo assim a oferta de serviços da Ahlstrom-Munksjö e a parceria com clientes existentes, que até agora eram atendidos via importações”, diz a companhia.

Com a compra, a multinacional passa a operar três fábricas no Brasil, todas relativamente próximas à capital paulista, com 700 funcionários e receitas de aproximadamente EUR 200 milhões. Para o grupo Formitex, a venda do negócio de papéis especiais consolida a estratégia de foco na área de produtos químicos.

Essa é a segunda fábrica que a MD tira de seu portfólio nos últimos anos. Em 2012, a empresa encerrou as operações da unidade de Cubatão, que era dedicada à produção de papéis de imprimir e escrever e monolúcidos (usados em embalagens flexíveis).

A capacidade de produção em Cubatão era de 60 mil toneladas por ano. Perdas financeiras registradas desde a compra do ativo, que pertencia ao antigo Conpacel (ex-Ripasa), e a concorrência mais apertada com papéis importados e com produtores integrados inviabilizaram a operação.

Fonte: Valor Econômico

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