Personalidade
4 meses atrás

Maternidade, amor que não se mede

Podem crescer, alcançar a maioridade, envelhecer e sempre serão crianças para as mães. Como tantas por aí, é assim que Vicentina Marino Barbosa, conhecida com dona Tina, 69 anos, trata seus três filhos, Marco, Cleber e Cleiton até hoje, mesmo eles já com 50, 39 e 38 anos respectivamente.

Maternidade, amor que não se mede
Para dona ‘Tina’, seus filhos, mesmo crescidos, serão eternas crianças (Licia Barbosa)

Ela é apenas mais uma, como milhares, que são exemplos quando adotam essa postura de considerar os filhos eternas crianças. Um ato que pode fazer diferença em meio a tanta tragédia envolvendo casos de família que infelizmente vivenciamos no mundo atual.

Estamos falando de uma genitora superprotetora e que, com certa moderação, faz questão de saber se os filhos estão bem, mesmo todos casados e com famílias constituídas. “É comum adquirirmos os dotes de nossos antepassados. Fui criada assim por minha mãe e mesmo os tempos sendo outros, tentei manter, pois sou prova de que deu certo a criação. São filhos queridos e que não me deram trabalho com vícios e outras questões que infelizmente vemos com mais frequência nos dias de hoje”, declarou Vicentina.

Em meio a rotina que cada um adquiriu, ela faz questão de vê-los todos os dias e saber se estão bem, além de perguntar se comeram. “Não trato mais eles como crianças [risos], contudo faço questão de saber como estão, se estão se alimentando e bem de saúde quase que diariamente”, disse dona Tina.

Para dona ‘Tina’, seus filhos, mesmo crescidos, serão eternas crianças (Licia Barbosa)

Como a maioria, deixou escapar que se pudesse os manteria debaixo de suas ‘asas’, mas entendeu que cada um deve buscar suas responsabilidades na vida. “Quem não gostaria de ter os filhos ao seu lado para sempre? Mas é a vida, criamos eles para o mundo e com os meus não foi diferente”, relatou.

Demonstrando muito amor pelos três, ela também falou dos netos, noras e da paixão pelo futebol, vinda do marido já falecido, que a fez adotar várias outras pessoas como filhos. “Ao lado de meu esposo ‘Talicão’ presidi um time de futebol. Sem querer, acabei adotando dezenas de filhos que a vida trouxe. Todos me tratavam como mãe e até hoje alguns me chamam assim. Tem ainda meus netos, alguns que participei da criação, que me trouxeram aprendizados e minhas noras que adoto como filhas, já que tenho apenas meninos. Posso dizer que fui e sou mãe várias vezes e agradeço a Deus por ter me proporcionado tanta alegria”, concluiu.

Com essa entrevista, o jornal Regional News deseja a todas as mães um feliz Dia das Mães.

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