Caieiras
3 semanas atrás

Materiais são descartados ilegalmente

O lixo eletrônico ou tecnológico, proveniente de materiais eletrônicos, somado aos resíduos sólidos, entulhos e demais materiais inservíveis, descartados de forma ilegal em áreas públicas de Caieiras, aumentaram e geram preocupação. Basta andar pelos bairros da cidade para flagrar essa situação que pode acarretar sérios problemas.
Além da degradação ao meio ambiente, danos à saúde não estão descartados e o colaboração da população é fundamental para evitar que a situação se agrave.

Materiais são descartados ilegalmente
Materiais como restos de televisores e outros equipamentos eletrônicos estão sendo descartados ilegalmente em calçadas e áreas públicas de Caieiras (Regional News)

No caso do descarte do e-lixo, formado por monitores, computadores, telefones celulares, baterias, pilhas, televisores, câmeras fotográficas e impressoras que não são biodegradáveis e, muitas vezes, contém componentes feitos de materiais tóxicos como chumbo, esses elementos presentes no descarte, agridem o meio ambiente e provocam danos à saúde de quem convive e manuseia.

Em Caieiras, a situação chama atenção quando esses materiais são vistos em áreas de acesso comum e ironicamente, próximos de placas proibindo o despejo.

A ação demonstra desinteresse pelo próximo, falta de educação e de cidadania dessa parte da população que não colabora.

Mesmo com placa proibindo a prática, é possível ver desrespeito por parte de alguns (Regional News)

No caso do lixo eletrônico, a situação é tão grave que acabou sendo debatida no Fórum Econômico Mundial 2019, que ocorreu em Davos em janeiro. Atentos à questão, o grupo reunido no evento formou a PACE, Plataforma de Aceleração da Economia Circular e, na ocasião, divulgou seu primeiro relatório. Os números são assustadores. “O e-lixo é o fluxo de resíduos que cresce mais rápido no mundo. Estima-se que esse fluxo já tenha atingido 48,5 milhões de toneladas em 2018”, diz o documento.

A situação que demanda atenção das autoridades, precisa do apoio da população, uma vez que foi possível ver muitos objetos e restos de construção civil descartados em locais com placas proibindo a prática. “Não tem como cobrar uma ação da prefeitura, se o povo não colaborar”, disse Everton Soares, que mora no Jardim Novos Rumos e viu uma carcaça de máquina de lavar embaixo de uma placa da prefeitura indicando para não jogar lixo no local.
Como nesse bairro, outros flagrantes foram feitos pela reportagem do jornal Regional News que entrou em contato com o prefeito Gersinho Romero para se manifestar.

De acordo com o prefeito, é difícil administrar casos assim sem contar com a cooperação dos cidadãos. “Ainda hoje, pessoas jogam o lixo em qualquer lugar. Em busca de uma solução estamos estudando formas de coibir o descarte, mas para isso precisamos contar com a colaboração da população. Não adianta a prefeitura limpar, como tem sido feito, e no dia seguinte estar tudo sujo novamente”, explicou.

O prefeito aproveitou para alertar as pessoas a manterem seus terrenos limpos afim de evitar que torne mais um ponto de descarte ilegal. “Se todos colaborarem, conseguimos economizar cerca de R$ 150 mil gastos para coletar esse material despejado ilegalmente”, disse Gersinho Romero.

Denúncias podem ser feitas junto a Guarda Municipal no telefone 153 e na Ouvidoria Municipal no número 156.

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