Bem Estar e Saúde
3 semanas atrás

Manter “farmacinha” em casa requer cautela

É muito comum encontrar na casa de qualquer brasileiro e aquela tradicional “farmacinha” cheia de medicamentos para dores de cabeça, corpo ou estomacal. Este hábito, que parece tão inofensivo, pode esconder riscos à saúde que vão desde os perigos da automedicação, armazenamento incorreto e até o agravamento da doença, conforme destaca a farmacêutica da Poupafarma Ana Cláudia R. Hadid.

Manter “farmacinha” em casa requer cautela
(Foto: Reprodução)

Medicamentos isentos de prescrição para dor, febre e inflamações, por exemplo, são os mais comuns nas residências e também os maiores causadores de intoxicação, alerta a profissional. “O uso excessivo de medicamentos podem resultar em reações alérgicas. Além disso, o armazenamento das ‘farmacinhas’ no banheiro ou em cima da geladeira, por exemplo, não garante a integridade e estabilidade dos medicamentos, pois nesses locais eles ficam sujeitos à umidade e ao calor”, orientou.

Dados da OMS, Organização Mundial de Saúde, revelam que mais de 10% das internações hospitalares são causadas por reações adversas a remédios, e o Sinitox, Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, afirma que essas drogas ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicação.

Ana Cláudia alerta que qualquer tratamento pressupõe um diagnóstico feito por um médico e uma interferência no tratamento pode acarretar problemas sérios, desde interação medicamentosa até agravamento de doenças pré-existentes, como diabetes, problemas renais, cardíacos e hepáticos.

Outro alerta da especialista é para o armazenamento adequado de cada medicamento, dentro das embalagens originais, acompanhados de suas respectivas bulas. É preciso ficar muito atendo às datas de validade e quando expirar o período indicado para uso a orientação é entregá-los diretamente em farmácias e drogarias mais próxima do bairro que contam com caixa coletora para medicamentos vencidos e/ou em desuso. “Jamais descarte medicamentos no sanitário ou no lixo comum. Os medicamentos têm substâncias que podem contaminar o solo e a água e trazer riscos à população e ao meio ambiente”, alerta.

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