Editorial
2 semanas atrás

Insegurança, uma sensação sem fim

Um relatório divulgado pela ONU, recentemente, mostrou que a sensação de insegurança no Brasil é a maior do mundo. De acordo com esse mesmo estudo que teve como base várias vertentes, esse sentimento atinge 70% dos brasileiros e não para de crescer.

Insegurança, uma sensação sem fim
(Foto: Reprodução)

Motivos para isso, as pessoas têm e, aos montes. A começar pelo número de mortos por armas de fogo, pelo menos 100 por dia, tendo São Paulo e Rio de Janeiro como estados com taxa maior que o dobro da média nacional.
Fora isso, acumula-se outras situações como desemprego, evasão escolar, falta de incentivo e investimentos, entre outras ações que acabam facilitando a ida do jovem para o mundo o crime.

Uma realidade que acaba por aumentar a guerra entre traficantes, a invasão policial e a falta de preparo dos nossos governantes na tentativa de combater ou ao menos frear tanta brutalidade vista com mais frequência nos dias atuais.
Não bastasse todos esses problemas, cenas como a que vimos semana passada no Rio com um soldado do Exército, em que todos nós confiamos ou deveríamos confiar, disparando 80 tiros de fuzis contra um automóvel, vitimando o motorista, sem saber de fato se era um suspeito, é de deixar perplexo qualquer autoridade no assunto. E não é para menos. Afinal, minutos depois foram descobrir que se tratava de inocentes e não de bandidos como imaginavam.

É até difícil escrever, falar, relatar e fácil concluir as razões. Na verdade, a mesma sensação de insegurança que atinge as pessoas comuns, atinge, também os policiais, os guardas municipais, os soldados do exército e vários outros agentes que lidam com segurança. A situação é tão caótica que em caso de um soldado despreparado, como parece ter sido esse episódio, ele mata para não morrer. Porém, nessa ocorrência, quem morreu foi mais uma pessoa inocente entre tantas outras que perdem a vida dessa forma inesperada e covarde.

Condenar o autor dos disparos é a forma mais fácil de colocar um ponto final nessa história, mas não deve e não pode ser assim. Nesse caso, não cabe defesa, mas não podemos esquecer que sem a polícia não é possível combater o mal. Como, entre os bons, sempre há os maus treinados, os covardes e medrosos, que mancham a corporação, fica complicado esperar segurança de quem deveria nos defender, e a assim só aumenta a sensação de insegurança da população de bem acaba perdida em uma guerra que, notoriamente, parece não ter fim.

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