Editorial
2 meses atrás

Injusto e lamentável

É difícil aceitar, mas fácil entender a revolta das pessoas de bem quando uma tragédia como a que ocorreu no Rio com a pequena Agatha, morta por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão, uma das mais perigosas favelas existentes no Estado, acontece. Afinal, trata-se de mais uma vida ceifada de forma inesperada e antecipada, considerando a idade da vítima.

Injusto e lamentável
(Foto: Reprodução)

A família não vai sofrer calada, muito menos a sociedade que acompanha rotineiramente vidas sendo interrompidas. É polemico, trágico, mas requer cuidados ao se manifestar contrário ou a favor desse ou aquele, quando o que impera no mundo de hoje é uma violência descabida e, muitas vezes, sem controle.

Ágatha é a quinta criança morta em função da violência no estado esse ano, desde o início da gestão, o governador Wilson Wtizel que defende uma política de enfrentamento contra organizações criminosas. Aliás, o político vem sofrendo duros ataques em razão de suas ações a frente do governo. Mas a culpa é somente dele?

Por se tratar de um fato quase incontrolável, é difícil quando uma ação mais enérgica é lançada como fez Wtizel em relação ao tráfico. Mais fácil também responsabilizar quem está do lado de cá. É de se lamentar, mas o Estado não pode parar, como mesmo disse o governador em sua única entrevista. A linha mais enérgica contra o tráfico acaba não sendo aceita, mas se não for dessa forma, jamais será ao menos minimizado.

A comoção é geral, em especial dos familiares, contudo massacrar os policiais pelo que ocorreu, também é covarde. Afinal, são eles que arriscam suas vidas para tentar manter a ordem e a paz nesse País, tão desigual é verdade. São seres humanos, antes de tudo, e guerreiros por profissão. Portanto, não é justo tirar conclusões precipitadas.

Inevitável e lamentável que nessa guerra, inocentes acabam mortos, porém, o único culpado não pode ser o policial, pai de família, que certamente, nesse caso, não mirou para matar a pequena Agatha.

Sem a polícia, quem poderá combater o tráfico? O cidadão comum que não será. Portanto, a de se lamentar sim o que ocorreu, afinal estamos falando da vida de mais uma criança que foi interrompida.

Toda manifestação é válida, mas disparar ataques apenas aos policiais não é justo e sugere força aos traficantes, esses sim que matam sem dó e preocupação. Contestemos contra o que está errado e sugerimos mudanças, mas sem sermos injustos. Também não esqueçamos dos interesses pessoais e políticos por trás disso tudo.

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