Editorial
1 mês atrás

Infância roubada

Mais um crime cruel, entre tantos que infelizmente acompanhamos nesse mundo tão virado de cabeça para baixo, chocou os brasileiros. Dessa vez, em Perus, São Paulo, em um local cheio de natureza e ambiente de lazer onde deveria prevalecer a paz e momentos alegres.

Infância roubada
(Imagem: Reprodução)

Ninguém imaginava, tampouco esperava que uma menina de 9 anos cheia de sonhos a ser realizados teria a vida ceifada da forma que foi e por quem foi. Até que se prove ao contrário, a autoria desse crime bárbaro está nas costas de um adolescente de 12 anos, réu confesso. Mesmo tendo declarado que foi ele quem praticou o crime, a forma que se deu deixa dúvida. Mas, isso vamos deixar para a polícia definir.

O que não pode, são os responsáveis por julgar e aplicar a lei considerar o caso como apenas mais um a ser esclarecido. É preciso endurecer as Leis nesse País para que fatos como esse, pelo menos diminuam.

Já que assumiu a culpa e se mostrou tão dono do seu nariz, capaz de torturar e matar, que seja punido com igual convicção para aprender que não é assim que a banda toca, mesmo aos olhos do ECA, dos Direitos Humanos e juízes. Apesar de ser apenas uma criança, merece umas boas palmadas e outros castigos que quem sabe nossos avós teriam muitos modelos para aplicar.

Tem tanta coisa envolvida em mais essa crueldade que é até complicado de escrever. Mais difícil ainda os pais da pequena Raíssa digerir essa história de saber que a filha foi morta por um vizinho e amigo de escola, que se mostrava tão inocente, quanto ela.

Em um passado não muito distante, bastava o olhar do pai, ou da para entender o que era certo ou errado e que certamente o castigo e o chinelo seriam parceiros em momento próximo. Mas o mundo descambou e com ele surgem as trágicas consequências, como a que acabamos de presenciar.

É uma pena que a criminalidade cada vez mais alcança os mais jovens que nada conheceram de bom na vida ainda e partem para esse mundo sombrio onde os exemplos, ao invés de ser do professor, do pai ou da mãe, passaram a ser os traficantes e criminosos.

Por mais que os caminhos sejam feitos de escolhas, não dá para isentar os políticos de culpa. Afinal, são eles que fazem as leis e também dão maus exemplos. Essa nação só não entrou em colapso de vez porque ainda existem pessoas de bom coração, cheias de boas intenções, que ainda tem fé e oram. O lamento fica por conta de nem sempre serem elas as eleitas para nos representar seja na cidade, Estado ou União. Enquanto isso, presenciamos mais e mais infâncias roubadas.

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