Música
Nelson de Souza Lima » Música
2 meses atrás

Há que endurecer sem perder a poesia

Nas décadas de 60 e 70 a música foi um fator preponderante na luta contra as ditaduras militares no Brasil e em países vizinhos. Apesar da forte censura grandes nomes da MPB como Caetano, Gil e Chico Buarque criaram ótimas canções de protesto. Com o tempo isso se perdeu. Porém coube a um jovem cantor e compositor de Sorocaba, interior de São Paulo, lançar um álbum trazendo letras de impacto que retratam este momento em que a aura sombria do totalitarismo volta à tona.

Há que endurecer sem perder a poesia
Reprodução

O rapaz em questão é Khalil Magno Menegolo, ou simplesmente Khalil. Suas letras são leves como plumas e contundentes feito punhal e as treze faixas de “De Cara Pro Vento”, Maianga Discos/Dubas, mostram que estamos diante de uma bela novidade. Mas para o sorocabano estrear em disco foi preciso cruzar o Atlântico e gravar o trabalho em Portugal.

A convite do produtor Sérgio Guerra, que o descobriu na internet, Khalil desembarcou em terras lusitanas apenas com vontade e violão. A parceria rendeu canções que retratam memórias do cantor, algumas escritas quando ele tinha quinze anos. E a acidez lírica do rapaz o faz endurecer contra o governo sem perder a poesia. “Em um momento sociopolítico tão adverso, no qual sobressaem a violência e desapreço à cultura, fui surpreendido por alguém noutro continente, sensível à minha mensagem e disposto a me ajudar. Poder fazer coisas como o que Guerra fez por mim é um desejo que me motiva a trabalhar, pois acredito que o que há de mais valioso em ter sucesso é a possibilidade de plantar boas sementes em maior escala, quero ser terreno fértil”, filosofa e conclui o sorocabano.

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