Editorial
3 meses atrás

Há muito a se fazer

Eles eram livres, viraram escravos, foram libertos, mas surgiu o preconceito e com ele o racismo fazendo dos negros alvos de deselegantes situações que ninguém deseja enfrentar, mas que parece estar longe de um fim.

Há muito a se fazer
(Foto: Reprodução)

Não apenas no Brasil que esses problemas são recorrentes. Mas por aqui, parece ganhar publicidade de quem sofre e por quem pratica. Mesmo existindo uma lei que proíbe o ato, a discriminação corre solta aos quatro cantos do País.
Por falar em Lei, essa mesma completou 30 anos em 2019, mas ainda há muito a se fazer para dar uma basta no racismo.

Essa semana veio à tona o problema enfrentado por Cacau Protásio, pasmem dentro de uma das mais respeitadas corporações de polícia, os bombeiros. Autorizada a gravar uma cena para um seriado, o ato não foi bem aceito e a discriminação contra a atriz foi pontual. Mas esse é apenas mais um caso em meio a tantos de pouco ou nenhuma repercussão.

Há de se refletir que um ‘basta’ depende também de quem sofre o preconceito. Muitas vezes a discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre os povos, surge dentro da própria raça.

Somado a isso, surgem as datas que celebram a libertação da escravidão, um dia para se conscientizar sobre os negros, cotas raciais nas faculdades, todas situações que alimentam ataques e acabam por efetivar a discriminação.

O respeito deve existir no dia a dia.

Já que não somos diferentes, não há por que manter eventos que evidenciam isso. Basta haver respeito mútuo.

Comemorações que evidenciam essas diferenças não faz sentido. Não é isso que vai conscientizar ou brecar. É para isso que existe a lei. Esta sim e as autoridades responsáveis por fazer valer e cumprir são aqueles que devem colocar em prática e punir.

Por falar em punição, que não ocorra injustiça na apuração dos fatos envolvendo a investigação sobre o baile funk que acabou com nove jovens mortos e outros tantos feridos dentro da favela de Paraisópolis, onde haviam negros também. Afinal não é incomum episódios de violência e selvageria relatarem situações envolvendo discriminação racial.

Contudo, direcionar toda culpa a Polícia Militar é covardia. Que a investigação seja séria e os culpados punidos, mas sem se deixar levar pelo vitimismo que nessa hora ganha força em busca de uma punição, muitas vezes injusta.

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