Editorial
3 meses atrás

Exemplo rechaçado

O Rio de Janeiro voltou a ser palco de sequestro tendo como cativeiro momentâneo um ônibus, acompanhando o acontecido há quase 20 anos, quando do desfecho trágico com o sequestro do ônibus 174, que terminou com a morte de uma refém inocente e do criminoso que rendeu aquele coletivo. Desta vez, o País parou por três e horas e meia na manhã da terça feira, dia 20, para acompanhar um jovem de apenas 20 anos que invadiu um ônibus e tocou o terror em todos.

Exemplo rechaçado
(Foto: Reprodução)

Novamente, nós brasileiros ficamos diante de um impasse sobre como terminaria e, dessa vez, acabou com o sequestrador morto por um atirador de elite da polícia carioca.

Em 2000, o desfecho foi considerado trágico, mas e agora? O tema é polêmico e não tem como não ser, afinal estamos falando da vida de um jovem de 20 anos que optou em colocar em risco a vida de dezenas de inocentes e a dele própria. A escolha foi dele em fazer o que fez.

Foi ousado ao extremo quando invadiu um ônibus com 37 passageiros utilizando uma arma de brinquedo, alegando problemas pessoais e exigindo o pagamento de R$ 30 mil para tudo acabasse bem. Maleável e sem mostrar desespero, segundo relatos de reféns, ele planejou a ação, já que também portava um galão de gasolina e premeditava tacar fogo no coletivo, caso algo desse errado.

Julgar sua ação também é complicado, quando não se sabe o que viveu e enfrentou nesses 20 anos, em um País que não tem educação a contento, que mantém os professores sem autoridade e desvalorizados. Impossível é condenar quem ordenou, tampouco o policial que agiu apenas cumprindo seu papel de defender a sociedade. Embora seja crucificado por muitos, ele fez o que tinha de ser feito, não para matar simplesmente por tirar a vida, mas para preservar os inocentes que eram reféns daquele insano que teve tempo e chances de permanecer vivo quando lhe foram dadas oportunidades de se entregar. Contudo, preferiu manter o orgulho e segurar aquelas mais de 30 pessoas, em sua maioria trabalhadores, por mais de três horas presas e desesperadas, sob ameaças, sob a mira de uma arma e a possibilidade de ver tudo sendo explodido de uma hora para outra.

Não há como comemorar a morte de um ser humano, apesar da insana atitude que o incentivou a fazer o que fez.

Nessa toada, é bom relembrar os benefícios de uma educação de qualidade nas escolas e em casa por meio da família estruturada, cuja responsabilidade primeira registra o caráter que terá continuidade e complemento na escola.

De fato, a piora nesse sentido é visível e crescente. Alunos agridem professores em sala de aula e ainda são considerados como carrascos por repreender maus costumes. E assim vai prosseguindo a bandidagem, cada vez mais jovem que não tem compromisso em aprender o que deveria. Ao contrário, contemplam governantes desviando e roubando os recursos que deveriam ser destinados para este fim e pior, dinheiro do próprio contribuinte.

Embora trágico, que sirva de lição aos que querem suas três horas de fama, ainda que causando pânico e até a morte de pessoas inocentes que passaram e mal e poderiam ter morrido. Exemplo a não ser seguido. Aos governantes, que invistam em educação e segurança e honrem como devem sendo legítimos representantes dessa nação.

Regional News

Com seriedade, respeito e compromisso com o leitor, o REGIONAL NEWS se propõe a preencher a lacuna existente no eixo LAPA – JUNDIAÍ, fechando parcerias e viabilizando o maior órgão de imprensa regional.

Buscar a verdade sempre, independente das forças e interesses contrários que a vida pública possa apresentar, sem jamais discriminar raça, credo, religião, posição sócio-econômica ou outras.

Vamos Bater um Papo?