Educação
4 meses atrás

Estudo aponta maior incidência de Covid-19 entre professores do que população adulta em SP

A Repu, Rede Escola Pública e Universidade, realizou um estudo apontando a incidência de Covid-19 entre professores da rede estadual de São Paulo. O resultado mostra que a ocorrência é quase três vezes maior do que entre a população adulta do estado.

Estudo aponta maior incidência de Covid-19 entre professores do que população adulta em SP
Foto: Reprodução/Pixabay

O estudo monitorou os casos de coronavírus em 554 escolas da rede estadual paulista, entre 07 de fevereiro e 06 de março de 2021, período em que as atividades escolares presenciais foram retomadas em SP, e analisou os números das 299 unidades escolares que forneceram dados em todas as quatro semanas epidemiológicas investigadas.

Essas escolas totalizam um universo de 12.547 professores e 3.947 servidores não docentes, e estão em Arujá, Caieiras, Cajamar, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guarulhos, Hortolândia, Mairiporã, Osasco, Poá, Santa Isabel, Santo André, São Paulo e Sumaré.

No período analisado, a incidência de novos casos de Covid-19 nas escolas cresceu 138% entre os professores, em comparação a um crescimento de 81% na população de 25 a 59 anos do estado de São Paulo. Na avaliação do grupo, isso significa que as atividades escolares presenciais não podem ser consideradas seguras nas escolas da rede estadual.

Ainda segundo os pesquisadores, a incidência entre professores das escolas monitoradas era 150% maior do que na população estadual com a mesma faixa etária já na primeira semana do monitoramento, quando as atividades escolares presenciais foram retomadas no estado.

Na quarta semana, a incidência entre professores das escolas monitoradas passou a ser 230% maior. A incidência acumulada nas quatro semanas é 6100% maior do que a incidência acumulada reportada no boletim da Seduc-SP, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e da Comissão Médica da Educação.

“Os resultados demonstram que as atividades presenciais nas escolas não eram seguras, assim como não são seguras neste momento. Infelizmente, a insistência do governo de São Paulo em propagar que as escolas são ambientes seguros em qualquer contexto levou, entre fevereiro e março, a uma exposição da comunidade escolar que poderia ter sido evitada” afirma Leonardo Crochik (IF-SP), um dos autores do estudo.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Estado rebate números de estudo

Em nota, a Seduc-SP, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, esclarece que, de acordo com os dados do último boletim epidemiológico divulgado em março de 2021, de 4 de janeiro a 6 de março, a taxa de incidência de casos de Covid-19 notificada pelas escolas públicas e privadas foi 33 vezes menor do que a do Estado.

“Desde o ano passado, a abertura das escolas tem sido pautada por estudos e conta com a colaboração dos órgãos de saúde, além de especialistas como pediatras, infectologistas e epidemiologistas que compõem a Comissão Médica da Educação. Não é possível relacionar a abertura das escolas com o aumento de casos de Covid-19, uma vez que as unidades são ambientes controlados, que recebem um número reduzido de alunos e contam com protocolos como o uso obrigatório de máscara, álcool em gel, medição de temperatura e distanciamento. Para garantir ainda mais a segurança dos professores e profissionais que atuam na linha de frente, em contato com os alunos e a comunidade, o governo do Estado de SP iniciou no último sábado (10) a vacinação da categoria com 47 anos ou mais. Até esta terça-feira (13), mais de 167 mil professores e profissionais da educação foram imunizados.”, diz a nota.

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