Editorial
2 meses atrás

Estratégia apelativa

É fato que a política está desgastada no Brasil e isso tem feito cada vez mais o eleitor não acreditar naqueles que seriam seus representantes a ponto de dizer que prefere pagar multa a ir votar. Mas como a esperança é sempre a última que morre, vale a pena tentar, ainda que mais esta vez.

Estratégia apelativa
(Foto: Reprodução)

Porém, convencer o eleitor de que ainda existe uma chance e que tudo depende dele, fica difícil quando o nome de Lula, confirmado pelo PT como candidato, aparece mesmo todos sabendo que ele não deve concorrer ao pleito por ter sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro – o que, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, o torna inelegível.

Para um bom entendedor isso foi bom e mostra que os petistas continuam zombando da cara dos brasileiros. Confirma também que essa não foi a primeira e nem será a última estratégia deles para fazer do ex-presidente um coitado e tornar a política em um circo ainda maior. Ainda assim é possível que haja convocados, todos simpatizantes, capazes de ir para Curitiba manifestar e pedir a liberdade do ex-presidente para que ele possa concorrer a eleição, mesmo não podendo.

Sabemos que seria demais esperar uma atitude que não fosse essa a do PT. Entretanto, levar o nome de Lula como candidato à Presidência da República até a Justiça Eleitoral decidir se o ex-presidente, que está preso, poderá ou não disputar as eleições de 2018, é uma estratégia digna deste partido que representou, nos anos que esteve à frente da administração pública do Brasil, um caos como jamais antes visto na história desse País, afundando o Brasil, quase que de vez. Não só Lula, mas todos que fizeram parte desse esquema, deveriam estar presos. Inclusive, pessoas que não pertencem ao PT, mas se envolveram nesse imbróglio.

A questão que se apresenta não tem a finalidade de defender esse ou aquele, mas é evidente a participação de Lula, que nunca sabia de nada, num esquema de dar inveja aos mais poderosos mafiosos dos filmes da máfia italiana. Agora, lançar seu nome para confundir a cabeça do eleitorado menos instruído é demais. É apelativo. Que essa medida tomada pelo PT sirva de exemplo para que não elejam pessoas assim. De fato, nenhum dos nomes escolhidos pelos partidos para disputar a República passa confiança e tem crédito com o povo, mas jogar o nome de Lula no cenário, é chamar o povo brasileiro de nomes e apelidos infames.

O alerta é para que o eleitor e trabalhador pesquise e se informe antes de apertar a tecla verde das urnas.

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