Editorial
1 mês atrás

Esse não é o Brasil que eu quero

A expressão popular oito ou oitenta utilizada para definir algo de extremos define bem o povo brasileiro. Não à toa, vira e mexe, ouvimos dizer que se trata de uma nação que merece ser estudada. E não é que os que falam têm razão.

Esse não é o Brasil que eu quero
(Foto: Reprodução/Pixabay)

Com a corrupção no DNA pelas vantagens que alguns fazem questão de ter, tirar proveito faz parte de uma boa parcela da população, ainda que não precisem. Seja pelos maus exemplos vindos de casa ou dos que comandam o País, nem por isso devemos ser iguais.

Para auxiliar pessoas sem emprego formal e outras mais necessitadas, o governo criou o Auxilio Emergencial que disponibiliza R$ 600 para cada trabalhador informal e outras categorias. No caso de mães e chefe de famílias, o valor dobra.

Tão logo foi liberado o cadastro, o banco pagador começou a ter problema por causa de muitos que se inscreveram, apesar de saber que não se enquadravam, tentando abocanhar um pedacinho do que não poderiam, atrapalhando aqueles que realmente precisam.

Essa semana, um feito relatório do TCU, Tribunal de Contas da União, aponta que o auxílio emergencial criado para ajudar pessoas de baixa renda durante a pandemia da covid-19 foi pago para 620 mil pessoas que não tinham direito ao benefício.

Embora recebida com indignação a ação desses tais não causaram muito espanto, ainda que alguns não tenham agido de má-fé, e outros sim como aproveitadores da crise para ganhar dinheiro do governo de forma irregular.

Enquanto pessoas passam fome à espera desse recurso, quem não precisa, resolveu brincar com essa questão, como foi o caso do dono de uma vinícola no Sul do Brasil que recebeu dinheiro destinado pelo governo a trabalhadores necessitados e disse que fez uma brincadeira e que devolveria o dinheiro.

Na farra do auxílio emergencial aparecem também políticos com patrimônio milionário cujas declarações de bens ultrapassam R$ 1 milhão e estão recebendo ajuda do governo. Assim outros que dependem disso acabam sendo alcançados pela negativa por um motivo ou outro. Não menos espantoso, a vergonha do aumento da taxa de energia autorizada pela Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, responsável pela regulação dos valores, impactando cerca de 7 milhões de unidades consumidoras localizadas em 24 municípios. Esse aumento da tarifa acontece em plena pandemia da Covid-19 quando a crise fez com que milhares de trabalhadores perdessem o emprego ou tivessem os salários reduzidos.

Esse não é o Brasil que eu quero!

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